R$ 30,00 GÁS DE COZINHA

Gás de cozinha a R$ 30 : de sonho à realidade

Por: Redação | Categoria: Economia | 08-02-2018 13:02 | 3988
Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR, entidade nacional representativa do setor revenda
Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR, entidade nacional representativa do setor revenda Foto de Reprodução

Questionada sobre as alternativas que possam garantir a população o retorno do gás de cozinha dentro dos orçamentos da família brasileira, a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR, entidade nacional representativa do setor revenda, vem esclarecer que se o gás deixou de ser artigo de utilidade pública, é por um descaso do governo federal com o povo brasileiro, e que existem soluções, desde que haja interesse de se resolver este absurdo que vivemos em nosso mercado.



Premissas:



1) A Petrobras:
a. Aumentou em seis meses aproximadamente 85% o valor do gás na refinaria. Sem transparência taxou o gás de cozinha com base nos preços internacionais, sem a clareza e a base de cálculos da média referente a importação e a do gás de cozinha produzido no Brasil por nossas refinarias.
b. Sem preparar o mercado e sem pesar nas consequências, não foi apenas a elevação do preço do gás de cozinha que vem provocando uma instabilidade em nosso meio, a venda da Liquigas para outra gigante do setor, deixa o sentimento que os aumentos não irão parar, se confirmado esta operação, é a entrega do setor GLP a um grupo estrangeiro dominante no Brasil, cujo pilar se resume em lucratividade, agravando e provocando mais uma forma de monopólio, onde manda quem pode e obedece quem tem juízo.
c. A Petrobras apesar de seus discursos de abertura de mercado, afirmando que não são responsáveis pelos abusos dos preços, mantém a cultura de monopolista, hoje, qualquer agente que quiser importar GLP, deverá passar pelos terminais da Petrobras nos portos.



2) O Governo concede benéficos fiscais, isenção, a qualquer produto, mas o gás de cozinha por ser um produto essencial, ligado diretamente a fome do povo brasileiro, tem as alíquotas de impostos mais caras, chegando a arrecadar R$ 5 bilhões, pagos pelos consumidores anualmente em impostos.



3) A região Centro-Oeste ganha destaque nas mídias pelo seu preço elevado do gás de cozinha, mas o governo nada faz ou fez para mudança deste cenário, o gás sai de Paulínia/SP e vai ao Mato Grosso via terrestre, por caminhões, com diesel subindo diariamente. Existe um duto que liga Senador Canedo/GO a Paulínia/SP, mas não abrange o setor GLP.



 



4) A definição do gás industrial é um afronto a população, o P-45 Kg (gás industrial) é aquele cilindro utilizado em apartamentos e em muitas de nossas casas, por ser tratado como industrial, seu preço é cobrado em média 50% acima do preço do P-13 Kg. Considerando que até mesmo moradias populares hoje são feitas de forma vertical, prédios de apartamentos, industrial deveria ser aplicado exclusivamente aos tanques, com capacidade acima de 90 Kg, estes sim, tem aplicações a grandes comércios e pequenas industrias.



5) As empresas do setor GLP sofrem limitações que comprometem sua atividade, especialmente pela limitação do uso do GLP. Chega a ser ironia do governo federal falar em abertura de mercado, de equiparação de preços com mercado internacional, mantendo no Brasil a restrição do uso do GLP exclusivamente aos fogões de nossas cozinhas. Suas aplicações são inúmeras e podem ser utilizadas como fonte alternativa para pequenos comércios e residências. A abertura deste mercado poderia atender várias demandas, numa área de acidente, o GLP garante de forma segura a iluminação, a energia elétrica, o aquecimento de ambientes e água, agrega serviços e valores ao setor, que sua vez se torna mais sustentável financeiramente, gerando empregos, colocando-os mais competitivos.



6) A recente política de preço da Petrobras gerou graves mudanças no setor revenda, roubos de cargas se agravaram, aumento nas denúncias de sonegação fiscal nas operações comercias realizadas nas divisas estaduais, o mercado ilegal multiplicou, desempregos são diários, e o que julgamos grave, as revendas buscando seu equilíbrio financeiro, estão demitindo toda a equipe e suspendendo a entrega do gás de cozinha. Reduzindo seus custos de forma drástica, garantem uma oferta com preço reduzido aos seus clientes nas vendas de portarias. Essa medida gera outro problema além do fortalecimento daqueles que atuam na ilegalidade, consumidores estão transportando gás de cozinha em seus carros, ambientes fechado, com crianças, que além de ilegal, estão colocando em risco iminente a sua segurança num caso de colisão do veículo ou vazamento do gás.



O gás de cozinha custa hoje na Petrobras, segundo sua presidência, R$ 23,16. Este valor é o mais elevado considerando o inverno europeu, vamos considerar um valor médio de R$ 15,00 por botijão, sem impostos, este seria o valor repassado as companhias distribuidoras, chegar o gás de cozinha a R$ 30,00 pode ser uma realidade, desde que haja interesse, ou o "querer"  do Governo Federal.
Dia 30/01/18 o MME retirou o PIS/COFINS do diesel. Retirar os impostos do gás de cozinha não é favor a população, é obrigação do governo, não adianta falarmos em saúde, educação sem alimentação, talvez esteja neste caminho à solução da previdência, um povo que não acesso básico as condições mínimas de sobrevivência vive quantos anos? Conceder incentivos ao gás de cozinha é certamente a garantia de menos investimentos do governo na saúde, da garantia de nossas crianças aprenderem, falamos de geração de empregos, de crescimento real, sem a demagogia que ouvimos nas redes sociais e pela mídia.
Colocamo-nos a disposição de todos.
Alexandre José Borjaili
Presidente
Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR