PROTESTO

Em Paraíso, caminhoneiros aderem a protesto contra preço de combustíveis

Por: João Oliveira | Categoria: Transporte | 21-05-2018 13:05 | 9488
Paralisação foi decidida em assembleia que reuniu pelo menos 80 caminhoneiros
Paralisação foi decidida em assembleia que reuniu pelo menos 80 caminhoneiros Foto de Nelson P. Duarte/Jornal do Sudoeste

Caminhoneiros de São Sebastião do Paraíso iniciaram na manhã desta segunda-feira (21/5), paralisação em protesto ao preço do combustível no país. A decisão pela adesão do movimento, que vem ganhando proporção no município, se deu após assembleia promovida pela Associação de Assistência dos Proprietários de Veículos Automotores de Paraíso (Aproves) e que reuniu pelo menos 80 caminhoneiros. 
Em Paraíso, o movimento teve início por volta das 10h na MG-050 imediações do Posto do Trevo, quando manifestantes começaram a parar colegas para aderir ao movimento. Na região, as informações que há protesto acontecendo também em Cássia, Itaú, Passos e Capetinga.
De acordo com o presidente da Aproves, Joaquim Assis Moraes, a principal reivindicação da categoria é para que o preço do combustível seja reduzido. “Como eles irão abaixar o preço eu não sei, se é tirando imposto ou tributo sobre o litro do petróleo, tanto faz, o que queremos é que reduzam o preço dos combustíveis, principalmente do diesel, que é o que está acabando com o caminhoneiro”, destaca. 
Outra reivindicação da categoria, de acordo com Moraes, é em relação ao preço do pedágio. Segundo explica, o caminhoneiro paga o valor estipulado pelo pedágio por eixo do caminhão, ou seja, se o condutor de um carro de passeio paga R$5,50 o caminhoneiro irá pagar até 10 vezes mais esse valor e um único pedágio, porque cobra-se até pelos eixos levantados. Ele acredita que é preciso haver auditoria envolvendo as concessionárias responsáveis pelos pedágios já que, segundo afirma, é um absurdo o preço que é cobrado ao caminhoneiro.
“Essa reivindicação pelo preço do pedágio é antiga, desde 1999, quando fizemos o primeiro movimento, brigamos por isso, não aguentamos mais pagar tanto pedágio para dirigir em rodovias em péssimas condições. É um pedágio atrás do outro: de Mococa a Casa Branca, que são apenas 28 KM, são dois pedágios. Essas são as principais reindicações, porque sabemos que as demais nunca serão atendidas, entre elas o tabelamento do valor do frete”, conta.
Conforme Joaquim Moraes, após paralisação de 2015, quando caminhoneiros lutaram pelos mesmos motivos, o governo perdeu a credibilidade com a classe. “Manifestamos-nos àquela época,  foi falado que poderia encerrar o movimento porque  nossas reivindicações seriam atendidas e a categoria confiou no governo. Mas desta vez não, não iremos parar o movimento enquanto não for publicado no Diário Oficial da União, não estaremos dispostos a liberar as pistas”, afirma.
O movimento seguiu tranquilo no município até que por volta das 11h, quando o condutor de um caminhão de uma concessionária de gás não atendeu ao pedido dos colegas para parar e furou o bloqueio em alta velocidade, quase atropelando os manifestantes. O caso gerou confusão e alguns manifestantes foram atrás, e interceptaram o condutor na balança, próximo ao Posto da Polícia Rodoviária Estadual, fazendo com que o caminhão retornasse. 
A previsão dos organizadores é que o protesto deve abranger a rodovia BR-265, quando manifestantes também pretende bloquear o trevo das MG-491 com a BR 265.

Caminhoneiro furou bloqueio e quase atropelou manifestantes