DENÚNCIAS

Rodrigo Pacheco preside CCJ que irá analisar denúncia contra o presidente Temer

Por: Redação | Editoria: politica | 28/06/2017 | Visualizações: 994

O deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça - Foto de Billy Boss / Câmara dos Deputados

O deputado Rodrigo Pacheco  (PMDB-MG),  preside na Câmara dos Deputados a  Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que irá analisar denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, contra o presidente Michel Temer.
Rodrigo Pacheco que tem ligações com São Sebastião do Paraíso e municípios da região, onde foi votado, adiantou que não aceitará “interferência” do governo. Caberá a ele a escolha de um relator para o caso, e conforme disse, será feita assim que a denúncia for apresentada à Comissão.
A denúncia contra o presidente Temer foi  enviada ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda (26/6) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para prosseguimento no processo é necessário aval da Câmara, devendo passar inicialmente pela CCJ presidida por Pacheco. Continuidade ou arquivamento será recomendada pela Comissão, para depois a denúncia ser votada em plenário.
Filiado ao PMDB, mesmo partido de Temer, Rodrigo Pacheco alega que isto não lhe causará constrangimento. Disse que não aceitará interferências, tanto na escolha do relator na CCJ quanto na condução dos trabalhos de análise da denúncia formulada por Janot.
Em pronunciamento nesta terça-feira (27/6), o presidente Temer disse que a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) se tratar de “revanche”, e Rodrigo Janot tem a intenção de “parar o país”. Argumentou que a denúncia é uma “ficção” que busca “destruição e vingança”.
O presidente disse que não fugirá “das batalhas e das guerras”, dizendo se tratar de “ataques irresponsáveis”.
A denúncia da PGR contra o presidente Temer tem como argumento ter sido ele o destinatário de R$ 500 mil fruto de propina que teria sido feita pela empresa JBS, valor levado em mala pelo deputado afastado, Rodrigo Rocha Loures, que foi preso. A propina da JBS ao presidente, de acordo com a denúncia, incluía mais R$ 38 milhões que seriam pagos em parcelas.

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