DENGUE

Paraíso registra poucos casos de dengue no primeiro semestre

Clima pouco propício e combate intenso ao vetor da doença contribuíram para a redução dos casos

Por: João Oliveira | Editoria: saude | 02/08/2017 | Visualizações: 211

Controle de Zoonose realizou trabalho pesado para conter os números da dengue no município - Foto de Arquivo “JS”

Os dois últimos anos em São Sebastião do Paraíso foram marcados pelo crescente número de notificações de casos de dengue e grande número de confirmações da doença, embora os números tenham alcançado quase 1.700 casos no município, à época não se falou em epidemia. O ano de 2016 foi marcado pelo medo da reincidência da doença, mas não houve registros de óbitos em Paraíso e este ano, já sob controle, foram notificados pelos menos 60 casos, dois quais 13 foram resultados positivos, 10 ainda aguardam resultado e 35 já foram descartados.
Conforme ressalta a coordenara da Vigilância em Saúde em São Sebastião do Paraíso, Daniela Cortez, esses números representam uma luta diária dos agentes de combate à dengue no enfrentamento aos focos do mosquito e do agente transmissor da doença: o aedes aegypti. Embora tenham sido registrados poucos casos, o índice de infestação do mosquito ainda é alto; segundo último levantamento do Controle de Zoonoses, o índice era de 6,8%, sendo que o ideal para controle da doença é abaixo de 1%.
“Os agentes têm feito visitas nas residências, comércios, terrenos baldios, enfim, todo o tipo de imóvel, onde fazem a eliminação do foco do mosquito da dengue e tratamento. Também realizam outros serviços como aplicação do veneno em pontos estratégico onde possa haver maior proliferação do agente transmissor. Em caso de suspeita da doença, é feito o bloqueio com a pulverização de veneno nas regiões onde é identificado o mosquito, para matar o alado, pois no dia a dia o contate é feito diretamente no foco, ou seja, onde são identificadas as larvas do Aedes Aegypti. Se há a suspeita de Dengue, nós fazemos a pulverização no ar para matar o mosquito alado. As visitas são diárias, em todo o município”, explica.
De acordo com a coordenadora, o correto seria que as visitas ocorressem em todas as residências uma vez a cada dois meses, mas devido ao tamanho da cidade, que cresceu muito nos últimos anos, tendo o número de servidores não acompanhado esse crescimento, não é possível atender todos os pontos da cidade com a frequência que seria ideal. “A demanda é grande e o número de servidores ainda é reduzido. Mas nós voltamos aos locais sempre que é possível e realizamos eliminação desses focos do mosquito e tratamento”, acrescenta Cortez.
A coordenadora ressalta ainda que com o inverno o índice de infestação do mosquito diminui bastante, no entanto, de acordo com o último levantamento realizado pelo Controle de Zoonoses, em março deste ano, o números apontaram um registro de infestação em 6.8%, o que é alto de acordo com os parâmetro estabelecidos pela Secretaria de Estado de Saúde . “A expectativa é que, devido ao clima, esse índice diminua. O novo levantamento, que é determinado pelo Estado, deve acontecer em outubro”, ressalta.
Os números referentes à dengue estão bem abaixo do que foi registrado em 2015 e em 2016 e Daniela Cortez comenta que está é uma característica registrada em todo o Estado, não apenas de Paraíso. “Houve um número muito grande de registros de casos de dengue em quase todos os municípios e essa queda nos números também vem acontecendo em todo o estado. Talvez isso esteja acontecendo pelo clima, que foi bastante atípico e o ambiente que não está tão propicio para a proliferação do mosquito”, elucida a coordenadora.
Conforme Daniela Cortez, para que haja o controle da doença o índice de infestação deve estar abaixo de 1%. “Existe o mosquito, sim, ele não está contaminado e por sua vez não está transmitido a doença, mas se uma pessoa estiver contaminada e ele picar essa pessoas, ele transmite para outra; como não estamos tendo essas pessoas doentes, não está espalhando a doença. Mesmo os números estando baixos, ainda há a preocupação porque esses número aumentar de uma hora para outra”, avalia.
“É justamente essa a preocupação, nós temos o vetor presente no nosso município e, por isso, estamos atento. Se começar a aparecer muitos casos, logo terá a transmissão porque existe o vetor. E agora, nos últimos meses do ano, começam a ser realizados os mutirões de limpeza para a remoção de possíveis criadouros do mosquito por conta do período das chuvas para diminuir os lugares propícios para a proliferação do mosquito”, acrescenta.


MUTIRÕES DA DENGUE
Conforme destaca a coordenadora, os mutirões da dengue antecipam o período das chuvas, próximo a setembro e outubro. “Já estamos nos programando para realizar esses mutirões”, comenta.
São cerca de 38 mil imóveis, aproximadamente, para 30 funcionário de combate à dengue. “A cidade cresceu muito, mas se manteve o mesmo número de agentes de combate à dengue; agora estamos buscando recursos para melhorar esse atendimento; há uma previsão para aumentar esse quadro de funcionários”.


COMITÊ DA DENGUE
Reativado no final do ano passado, o comitê de combate a dengue deve ter reunião agenda ainda para este mês de agosto. “Com o início das ações de prevenção, mutirão entre outras, precisamos muito do comitê porque são ações que acontecem em parceria com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, com as associações e com a sociedade como um todo. Precisamos do comitê para dar continuidade a esse trabalho que se inicia setembro e dura o restante do ano”, completa.


DENGUE NO ESTADO
Em 2017, em Minas Gerais foi registrado 25.736 casos prováveis da dengue, esse número engloba o número de casos confirmados, além dos casos suspeitos da doença. Desses, 13 casos vieram a óbito e outros 13 estão sendo investigado.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, em relação à febre chikungunya, em todo o estado foi registrado 17.973 casos prováveis da doença e 5 óbitos confirmados. Outros 16 óbitos suspeitos pela chikungunya estão em investigação. Já com relação à febre pelo zika vírus, são 765 casos prováveis no estado em 2017. Em Paraíso não foi registrado essas doença.

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