SAFRINHA

A EPAMIG alerta: produtor de milho, a cigarrinha-do-milho poderá atacar nas próximas safras, das águas e safrinha

Por: Redação | Editoria: agricultura | 06/09/2017 | Visualizações: 868

- Foto de Reprodução

A cigarrinha-do-milho Oe-balus maidis é um inseto sugador de seiva em plantas de milho, principalmente no milho safrinha. Esse inseto, até então desconhecido pelos produtores, atacou pela primeira vez e pontualmente lavouras de milho na região de São Sebastião do Paraíso, causando prejuízos, principalmente em milhos híbridos susceptíveis. Em milho tolerante ao ataque da praga, mesmo com a presença da cigarrinha sugando as plantas, as lavouras não sofreram prejuízos e muito produziram já que os produtores trataram as sementes e realizaram pulverizações complementares.
A cigarrinha-do-milho é um inseto sugador de seiva nas plantas de milho. Os adultos medem de 3,0 a 5,0 mm de comprimento, apresentam coloração amarelo-pálida e vive dentro do cartucho-do-milho. Seu ciclo evolutivo compreende as fases de ovo, ninfa e adulta. Suas ninfas, também sugadoras, são semelhantes aos adultos, só não possuindo asas e ainda não serem sexualmente maduras.
Como tudo na natureza é imprevisível, a cigarrinha poderá ou não ocorrer e infestar lavouras nas próximas safras de milho, das águas e safrinha. 
Como sua ocorrência é imprevisível, como acontece com outras pragas no Brasil, o importante é o produtor iniciar o controle dessa praga preventivamente, através do tratamento de sementes, na propriedade ou através da compra de sementes já tratadas, assunto que será visto adiante.
A cigarrinha causa danos diretos e indiretos ao milho. Os danos diretos são devido à intensa sucção de seiva nas plantas, que se apresentam posteriormente definhadas e enfezadas, com o desenvolvimento paralisado, resultando em baixas produções, devido a formação de espigas pequenas. Os danos indiretos são devido à transmissão pelo inseto de doenças (vírus e fitoplasmas) quando da sucção de seiva nas plantas de milho. Assim, mesmo pequena população de cigarrinhas é suficiente para picar plantas doentes e depois plantas sadias, disseminando essas doenças em toda a lavoura.
Os sintomas do ataque da cigarrinha e da transmissão de doenças são os enfezamentos vermelho e pálido, pela redução da absorção de nutrientes, resultando na produção de espigas pequenas e com poucos grãos. As plantas apresentam suas folhas avermelhadas (enfezamento vermelho).
As medidas de controle para a cigarrinha-do-milho são: 1a medida – eliminação de plantas tigueras (soqueiras) de milho; 2a medida – plantio de híbridos resistentes, com a resistência do tipo tolerância, ou seja, a planta tolera o ataque da praga, inclusive com os pató-genos, sem manifestar sintomas externos, resultando em produtividade normal; 3a medida – tratamento de sementes com inseticidas do grupo químico dos Neonicotinóides (imidacloprido, tiametoxam e acetomiprila). No mercado o produtor encontrará os produtos Crop Star e Cruiser em formulações próprias para tratar sementes na propriedade, ou comprar sementes já tratadas industrialmente. O tratamento de sementes protege as plântulas e plantas até os 20 a 25 dias após a germinação. Assim, toda cigarrinha que sugar nas plântulas e plantas sugadas, morrerão; 4a medida – pulverizações complementares com outros inseticidas, como o clorpirifós etil, que mata as cigarrinhas por contato, e as misturas de tiametoxam e lambdacialotrina ou imidacloprido e lambdacialotrina ou alfacipermetrina e acetomitrila. Geralmente são necessárias duas ou mais pulverizações, a intervalo de dez dias, dependendo da presença da cigarrinha no interior do cartucho das plantas de milho. Ainda, os prejuízos não são proporcionais ao tamanho da população da praga nas lavouras, mas sim em função da capacidade de disseminação dos agentes causais dos enfezamentos, o que torna necessário o uso de medidas preventivas. 
As pulverizações foliares, se necessárias deverão ser feitas até o estádio V8-V9; 5a medida – rotação de culturas, para os produtores que cultivam milho durante todo o ano, principalmente em regiões de clima quente, que pode induzir o aumento populacional da cigarrinha devido à redução em tempo da duração das fases de seu ciclo evolutivo; 6a medida – controle biológico – no Brasil existem inimigos naturais da cigarrinha (parasitóides), porém, pelo pequeno número deles encontrado nas lavouras de milho, não são eficientes. É uma medida só teórica.


Engo Agro D. Sc. Júlio César de Souza
Pesquisador–Entomologista–Eamig S
Tel. (35) 3821-6244 (Epamig) 
(35) 987040838
“Campus” da UFLA – Lavras-MG

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