BROCA

Em Paraíso, pesquisador falou sobre broca, no Circuito Mineiro da Cafeicultura

Por: Nelson de Paula Duarte | Editoria: agricultura | 06/09/2017 | Visualizações: 737

- Foto de Nelson P. Duarte/Jornal do Sudoeste

A broca nos cafeeiros, tema que tem esquentado a cabeça e tirado lucro de produtores, foi um dos temas abordados na etapa do Circuito Mineiro da Cafeicultura, realizada na Fazenda Experimental da Epamig em São Sebastião do Paraíso (31/8). A atual situação e a forma de controle foram abordadas pelo engenheiro agrônomo Júlio César de Souza, pesquisador da Epamig de Lavras. Com a bagagem de quem se dedica há 44 anos à pesquisa e afirma que “quer passar pelo mundo e deixar sua marca”, ele aconselha aos cafeicultores um cuidadoso monitoramento das lavouras com o uso de planilhas, e faz um alerta que não existem “produtos milagrosos”, daí o cuidado para não se jogar dinheiro fora.
Júlio César ressaltou que em lavouras irrigadas é maior a incidência da broca. Com o tempo seco e baixa umidade, nos cafés que estão no chão na maioria as brocas morrem quando a umidade dos frutos está a 12%, mas deve-se ter zelo especial com a limpeza.  Alerta que deve ser retirado todo café da planta, ou seja, ser feito um “repasse”. “Lavouras arejadas desfavorecem a sobrevivência da broca”, afirma.
Explicando sobre a forma de ataque pela broca professor Júlio César salienta que ela ataca os frutos em todos os estágios, ou seja, verdes ou secos. Embora o acompanhamento deva ser constante, o importante é eliminar as fêmeas com a aplicação de inseticidas antes que “botem o ovo nos frutos”. O pesquisador explica que as larvas se alimentam das sementes do café, e se ainda não estiverem formadas, mesmo o fruto sendo perfurado não afetará a qualidade.  
A fase mais propícia para o ataque às lavouras, conforme explicou o pesquisador, são 90 dias a partir da grande florada correspondente a 60% que geralmente ocorre em setembro. Desta forma, entre dezembro e janeiro, conforme enfatizou Júlio César de Souza, é o período crítico em que cafeicultores precisam redobrar atenções no controle da praga. Mas tranquiliza: “Não se preocupem estarei aqui para fazer um acompanhamento, um trabalho de campo com vocês”.

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