GERRA FISCAL

Acissp/CDL leva importância de formulação de planos diretores para conferência e debate sobre “guerra fiscal”

Por: João Oliveira | Editoria: economia | 09/09/2017 | Visualizações: 561

- Foto de Reprodução

O presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços e da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Sebastião do Paraíso (Acissp/CDL), Ailton Rocha de Sillos, participou de conferência promovida pela Federação de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais que aconteceu em Caeté, com mais de 400 participantes, onde destacou a importância de se manter uma continuidade no desenvolvimento de trabalhos previstos dos planos diretores do município e discutiu a questão tributária do Estado de Minas, que segundo ele vem desmotivando bastante a categoria.
“Hoje grande parte dos municípios está querendo fazer parcerias com o empresariado. Em Paraíso, a Câmara tem uma proposta de rever alguns planos, entre eles o plano diretor e isso é muito importante. Na Conferência eu pontuei que tem que ser feitos planos diretores factíveis. Não adianta desenvolver um plano que será guardado na gaveta, não resolve. Esse trabalho que está acontecendo em Paraíso, muitos municípios também estão realizando. Tem que haver metas factíveis de serem feitas”, defende Sillos.
O presidente da Associação comenta ainda que o principal desafio no desenvolvimento dos planos diretores é o político. “Muitas vezes vem uma nova gestão e joga aquilo na gaveta e não cumpre por motivos políticos, por ter sido elaborada por uma gestão anterior. Algo que irei trabalhar e que achei muito interessante desse plano ser revisado é fazer algo cabível de ser feito e colocar que o próximo gestor do município cumpra e coloque na sua proposta de trabalho o plano diretor anterior, pelo menos para implementar ações que já começaram a ser executadas, para não ter desperdício de recursos”, destaca. 
Na avaliação de Ailton Sillos, a comunidade empresarial precisa ter uma participação concreta na revisão das propostas do município junto à administração e colocar uma lei para que o próximo prefeito tenha a obrigação de dar continuação nas obras e investimentos que aconteceram na administração anterior e que estavam no plano diretor antecessor. “Isso foi bem aceito na Federação. Está na hora de pontuar essas questões para que possamos consolidar, e o que começa a ser feito hoje não fique parado amanhã”, comenta o presidente da Associação.
Sillos comenta ainda que hoje a desmotivação política tem afetado muito a classe empresarial, que está cada vez mais sobrecarregada de impostos, sobretudo no Estado de Minas. “Existe um desânimo quanto a isto, mas acreditamos em nosso potencial e que essa realidade precisa ser mudada. Uma questão que eu levantei nessa conferência também  é que o nosso Estado não beneficia o pequeno e microempresário, em contrapartida beneficia os grande empresários”, pontua.
Na visão do presidente da Acissp, Paraíso vive as consequências de ser vizinho ao Estado de São Paulo, onde a carga tributária é menor e, consequentemente, os preços de bens e serviços. Ele cita como exemplo a questão do preço do combustível, que é menor no estado vizinho. “Você não consegue competir, porque o cidadão atravessa 15 Km para o lado de lá (estado de São Paulo) e paga mais barato em tudo.
Essa guerra fiscal arrebenta principalmente com as cidades na divisa com São Paulo. Precisamos também trabalhar para que aconteça uma reforma fiscal coerente, para não prejudicar os municípios menores. Hoje, você adquire um produto e paga mais caro que lá fora, mas não é  porque o empresário está roubando, é porque ele está pagando muito mais impostos”, completa.

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