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Sobre a cura gay!

Por: Redação | Editoria: brasil | 24/09/2017 | Visualizações: 872

- Foto de Reprodução

A sociedade e sua mania de burocratizar!
Sempre tem que ter o carimbo de alguma autarquia pra poder levar adiante sua vida. 
Querem limitar tudo e todos rotulando. 
Rótulos pro que é saudável, pro que é certo, pro que é bom. 
Mesmo que nem tudo seja bom pra todo mundo, mesmo que sejamos cada um de um jeito, a comunidade (grupo comum) quer que todos sejam iguais. 
Mas a igualdade deveria ser igual com os iguais e desigual com os desiguais, não é assim? 
Pois então, mais uma vez a sociedade quer burocratizar.... agora (de novo) o sexo. 
Este instante brasileiro, repleto de moralidade oriunda de imorais, me faz lembrar de uma teoria sobre a origem da palavra FUCK. 
Reza a lenda que, na Inglaterra medieval, os casais só poderiam fazer sexo para procriação e, caso o rei permitisse o sexo por prazer, eles seriam obrigados a pendurar uma placa com os dizeres “Fornication under consent of the king”, que depois passou a uma sigla: “F.U.C.K.”.
Parece uma piada é deve ser, mas o que não é piada é a burocracia sexual e a intromissão estatal na vida privada de cada um. 
Tratar a sexualidade diferente da sua como doença é impor uma agenda retrógrada, medieval. É burocratizar a vida do outro e tentar atravancar um momento em que as ideias liberais sobre a sexualidade vinham avançando com força sem precedentes na história do Brasil. 
Não podemos aceitar que o sexo seja tratado como matéria estatal, que só possamos ter relações afetivas e sexuais sob o consentimento e as regras do rei. 
Chega disso! Chega de burocracia! 
O único consentimento que precisamos e devemos acatar é o do parceiro. 
Fora disso é retrocesso!
Ps.: Nesta semana tivemos uma exitosa Parada Gay em São Sebastião do Paraíso!
A “Primeira Parada LGBTQ+: Nós existimos!” foi um sucesso animador. Um momento musical, animado, cercado de carinho e respeito. 
Uma visibilidade incrível pra um grupo de pessoas, alguns mais extravagantes, outros menos, gente pra ser vista além de estereótipos, gente pra ser vista com o coração.
O público LGBT é formado por gente com histórias particulares e bem controvertidas, um grupo social rejeitado muitas vezes dentro de suas próprias casas, gente que luta por seu lugar contra todo tipo de preconceito, são pessoas, são humanos como todos os outros.
Aquelas pessoas que vi ali no último domingo não precisam de cura, precisam de respeito.

RAFAEL REPARADOR MÚSICO E JORNALISTA!
SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO — Rafael Cardoso
Jornalista MTB-RS 16023
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