PROTEGIDAS

‘Rede de Fazendas Protegidas’ de Paraíso é implantado em outras regiões de Minas

Por: Roberto Nogueira | Editoria: agricultura | 30/09/2017 | Visualizações: 744

Municípios estão incrementando o policiamento na zona rural com o projeto de Fazendas Protegidas - Foto de Reprodução

Implantado pela Polícia Militar, em São Sebastião do Paraíso, desde 2012 o projeto “Rede de Fazendas Protegidas” está sendo considerado modelo para outros municípios de Minas Gerais. A iniciativa visa reduzir através do incremento da Patrulha Rural a crescente onda de criminalidade no campo. A idéia central é mobilizar os moradores para em conjunto com a PM viabilizar ações de prevenção e repressão aos crimes. 
Em Paraíso o Rede de Fazendas Protegidas possui cerca de 1.500 cadastros. A polícia utiliza na zona rural um sistema que é diferente do usado nas estradas e nas cidades, por isso ele não perde o sinal. O software é baseado em dados traçados previamente, para facilitar que as informações sejam enviadas ao satélite e depois à viatura. O software identifica o proprietário e mostra como a viatura faz para chegar até a casa dele. Tudo controlado por computadores e GPS.
Além de Paraíso o projeto está sendo também implantado nas outras cidades que compõem a 20ª companhia da Polícia Militar, no sentido de que haverá o compartilhamento de dados da zona rural. De acordo com a Polícia Militar, em 2014 foram registrados 486 casos de furtos e 22 roubos na região da unidade. Em 2015, a PM já atendeu 422 ocorrências de furtos e 17 de roubos. Uma vez que o morador esteja com dados pessoais atualizados, com o novo sistema, a viatura chega mais rápido na propriedade para fazer o atendimento.  
O foco principal é criar uma rede bem estruturada, com a setorização e delimitação de áreas que possibilitem ao policial chegar a qualquer propriedade rural – de pequeno, média ou grande porte – no menor tempo, de modo que possa realizar visitas de orientação e atender às denúncias. “A partir deste projeto são feitas reuniões com os proprietários, trabalhadores rurais e moradores. São encontros periódicos com eles para apresentar, por exemplo, dicas de segurança para o ambiente rural”, explica o diretor de Apoio Operacional da PMMG, coronel Geovani Gomes da Silva. 
Ele ainda destaca a importância do envolvimento da comunidade, bem como de associações, sindicatos, ONG’s e demais entidades. “O envolvimento da comunidade é fundamental. Ela é convidada a participar das reuniões, onde são tratadas as peculiaridades da região. Minas Gerais é um estado muito grande e diverso e os encontros servem para discutir as principais demandas de cada localidade”, salienta Geovani.
A iniciativa que já funciona em cidades como Patrocínio e São Sebastião do Paraíso e, hoje, está sendo implantada nos arredores do município de Mariana por meio da divisão independente de Meio Ambiente da PMMG. Atualmente, está sendo feito o cadastro dos moradores locais. “É uma fase demorada, é uma visita mesmo em que não só cadastramos, como também explicamos o trabalho e aproveitamos para gerar um vínculo com as pessoas”, conta o comandante da Companhia de Meio Ambiente, major Juliano José Trant de Miranda. 
No Triângulo Norte, o programa foi concebido para ser implantado nos dez municípios do 46° BPM: Patrocínio, Serra do Salitre, Guimarânia, Cruzeiro da Fortaleza, Coromandel, Abadia dos Dourados, Monte Carmelo, Douradoqu-ara, Romaria e Iraí de Minas. “A ação está tendo uma repercussão muito positiva”, frisa. 
Além, da Rede de Propriedades Rurais Protegidas, o coronel Geovani elenca outras ações da corporação voltadas para a segurança no campo. Segundo ele, já existe em alguns pontos do estado a Patrulha Rural, que consiste na vigilância das propriedades. Em 2018, a expectativa é de que a PMMG receba novos veículos com capacidade de trafegar em pisos de asfalto e de terra. A medida vai beneficiar tanto as ações da Patrulha Rural quanto o desenvolvimento da Rede de Propriedades Rurais Protegidas.


NOVAS TECNOLOGIAS
Além da mobilização da comunidade rural, o êxito do projeto passa pela incorporação de novas tecnologias, como uso do GPS (Sistema de Posicionamento Global). Por meio do georreferenciamento – definição da forma, limites, características e localização de um imóvel através de métodos de levantamento topográfico – as propriedades são cadastradas e recebem um código. “Ao sair para investigar uma denúncia o policial vai encontrar a propriedade rural por meio das coordenadas geográficas. Será um deslocamento mais rápido do que temos hoje, já que o GPS aponta as rotas mais rápidas”, explica Geovani.
De acordo com o coronel, é criado um código para cada propriedade. “Quando fizermos uma consulta por ele, estarão listados todos os dados relacionados àquela propriedade rural, os dados básicos”, diz. O código que cada propriedade rural recebe é chamado de Reds. O procedimento visa evitar duplicidade de nomes das propriedades, ou que o nome de uma seja atribuído à outra com nome similar. O código Reds anula, portanto, a possibilidade de erro e facilita o trabalho de identificação, bem como possibilita o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) para a propriedade correta.
Com isso, a guarnição poderá se deslocar para qualquer ponto da área rural, devendo apenas informar o código Reds do local a ser fiscalizado no GPS e o aparelho irá traçar a rota mais curta para se chegar, inclusive, realizando alertas de curvas, velocidade, proximidade e chegada ao local de destino. Além de agilizar o atendimento, a iniciativa traz mais segurança ao policial militar, que poderá conhecer o trajeto com antecedência.

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