TERAPIA NA UTI

Santa Casa usa polvo de crochê como terapia na UTI Neonatal

Por: João Oliveira | Editoria: acidente | 09/10/2017 | Visualizações: 2843

Polvos feitos de crochê estão sendo utilizados no tratamento de bebês prematuros internados na UTI Neonatal e Pediátrica - Foto de Reprodução

O que poderia ser apenas um brinquedo ou objeto de decoração tem funções muito mais valiosas do que se pode imaginar. Polvos feitos de crochê estão sendo utilizados no tratamento de bebês prematuros internados na UTI Neonatal e Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso. A técnica simples dos polvos que dividem as incubadoras com os bebês fazem parte de um projeto que começou na Dinamarca e está se espalhando pelo mundo.
Em Paraíso o método foi implantado há aproximadamente seis meses, através da sugestão de uma mãe que teve seu filho internado em outro município onde os polvinhos eram utilizados para fins terapêuticos. Ela gostou da iniciativa e sugeriu para a coordenadora da enfermagem da UTI Neonatal, Ana Paula Silva Maia, que foi em busca de informações para implantar o projeto no Hospital.
O polvo acalma o bebê, com redução de sua frequência cardíaca e respiratória, e ajuda no ganho de peso. Para o recém-nascido prematuro os tentáculos do animal se parecem com o cordão umbilical. A ideia é que o polvo lembre o útero materno. 
Os polvos são feitos de crochê, com linhas 100% algodão, com pernas de 22 centímetros que lembram cordão umbilical e um material siliconado antialérgico para recheio da cabeça. A mão de obra fica por conta de habilidosas voluntárias que doam seu tempo e trabalho para confeccionar os polvinhos. As linhas são doadas pelos funcionários e médicos da ala infantil. Antes de serem entregues aos recém-nascidos, os polvinhos são lavados e esterilizados para evitar qualquer tipo de contaminação.
“Ao abraçarem os polvos, os recém-nascidos se lembram do conforto e do aconchego do útero materno. Com essa lembrança especial proporcionada, eles se sentem mais calmos e seguros para continuarem na UTI-NEO até se recuperarem completamente. É um carinho com benefícios visíveis. A gente olha na incubadora e não vê só aquela criança cheia de tudo e aparelho. Tem sempre um companheirinho dentro do berço e na hora em que eles têm alta, levam o amiguinho junto para casa”, explica a enfermeira coordenadora.
Para que o projeto possa ser contínuo, os funcionários da UTI Neonatal se mobilizam para conseguir doações de linhas e voluntários para a confecção dos polvos. Os interessados em colaborar podem procurar pelo Serviço Social da Santa Casa ou diretamente na UTI Neonatal.

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