SOLIDARIEDADE

Professor presta solidariedade ao presidente da Câmara

Marcelo foi acusado de agredir um aluno em sala de aula; caso repercutiu após publicação de matéria em jornal da região

Por: João Oliveira | Editoria: politica | 16/11/2017 | Visualizações: 961

O professor de História, Leonardo Serra, ocupou tribuna para manifestar solidariedade diante polêmica envolvendo presidente da Câmara - Foto de ASSCAM

O professor de História, Leonardo Amaral Serra, da Escola Estadual Ana Cândida, esteve na sessão da Câmara Municipal de segunda-feira (13/11) para falar sobre sua indignação à reportagem publicada no jornal "Folha da Manhã", publicada em edição do último sábado, onde informou que o vereador presidente da Casa, Marcelo Morais, que também é professor e leciona na Escola Estadual Paraisense, estaria sendo acusado de agredir um aluno em sala de aula. Marcelo, que já havia se manifestado em rede social sobre o caso, disse que o jornal não publicou "nem um quinto da resposta encaminhada por ele".
Leonardo disse que a reportagem atingiu toda a classe de professores e que o que há é uma inversão de valores, onde os professores são desrespeitados e desvalorizados diariamente. "Deparei-me com a manchete de um jornal regional e, lamentavelmente, eu vi a palavra 'professor'. Lamentavelmente porque, para estar em uma sala de aula hoje, a pessoa tem que ser guerreira. Tem que trabalhar com até 40 alunos por aula. O que causa indignação é que pessoas que não conhecem a nossa realidade, o nosso dia a dia, vêm e redigem uma matéria dessas, que coloca o nome de nós, professores, na lama", disse.
O professor disse que não tinha aval para defender o presidente da Câmara, que sua ida ao plenário não foi combinada e que estava ali porque teria que voltar naquele horário a Escola para entregar diários de classe e planos de aula porque era cobrado e não recebia hora extra para isso. "É muito fácil sentar em uma cadeira, e eu já fui vítima dessa situação, e deturpar um caso e colocar o nome de nós professores na lama", destacou.
Serra disse ainda que os professores têm a ingrata missão de, mais do que ensinar as disciplinas aos estudantes, dar aos mesmos a educação que eles deveriam trazer de suas casas. "O que falta neste País é educação, é o pai e a mãe se conscientizarem que não só mandar o filho para a escola. Isso tem que vir de casa. Nós, professores, temos que complementar o ensino. É muito fácil pegar o 'menino' depositar lá, mas não é assim", afirmou. 
Leonardo Serra se solidarizou com a situação enfrentada pelo vereador e que foi ao plenário falar ao professor Marcelo, não ao presidente, dizendo que a classe está unida para defendê-lo do que ele classificou como sendo "uma injustiça contra uma pessoa que dedica grande parte do seu dia para preparar aulas e levar conhecimento aos jovens". "Denegriram a imagem de uma classe que sai às 6 horas da manhã e volta às 6 horas da noite. A nossa missão é difícil, mas continue com a missão de fazer cidadãos melhores", concluiu.  
Sobre a polêmica, Marcelo Morais disse que o jornal não publicou "nem um quinto da resposta encaminhada por ele", negando-lhe o direito de ampla defesa. Marcelo leu uma carta entregue a ele por uma aluna da E.E. Paraisense, defendendo-o e elogiando seu trabalho como professor de matemática e disse que essa mensagem foi um dos motivos por não ter pedido exoneração do cargo e deixar de dar aulas. "Você pode ter todos os defeitos, mas você vem e vem para explicar a matéria e fazer a diferença. E muito bem, por sinal", disse a estudante.
Vereadores pediram a palavra para apoiar o professor e ressaltaram que a reportagem teve cunho político, única e exclusivamente para atingir o presidente da Câmara. O vereador Sérgio Aparecido Gomes, inclusive, lembrou que sua filha é aluna de Marcelo e que ela presenciou o fato que gerou tal repercussão. "Ela conversou muito comigo hoje e me afirmou: 'Pai, é tudo mentira o que estão falando do Marcelo, e tudo mentira o que falaram sobre o que aconteceu na sala de aula'", relatou Serginho, que concluiu comentando que a filha tem um profundo respeito pelo vereador. "E eu fiquei feliz por ouvir isso dela. Então, a verdade virá à tona e você vai provar o que realmente aconteceu. Independente de posicionamento político, gostaria de externar meu apoio", concluiu Serginho.

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