HOMICÍDIO

Suspeito de cometer homicídio é assassinado no João XXIII

Por: João Oliveira | Editoria: politica | 06/12/2017 | Visualizações: 9002

Ivo Félix de Assis, suspeito de ter sido o autor do homicídio de Marcos Antônio Dias, conhecido como Nenê da Chica, - Foto de Vasco C. Vasco/Jornal do Sudoeste

Ivo Félix de Assis, suspeito de ter sido o autor do homicídio de Marcos Antônio Dias, conhecido como Nenê da Chica, em fevereiro deste ano, foi assassinado no início da tarde desta quarta-feira (6/12) no bairro João XXIII, em São Sebastião do Paraíso. A vítima, de 33 anos, já havia sido ameaçada de morte e foi vítima de uma tentativa de homicídio no início do mês passado.
De acordo com o delegado Tiago Bordini, o suspeito havia sido preso, suspeito de envolvimento no homicídio de outra pessoa, e que estaria jurado de morte. "Nesta tarde, Ivo passava com a namorada quando Alessandra, que tinha um envolvimento com o homem que Ivo teria matado, o chamou para entrar na residência. Neste momento ela efetuou os disparos", conta o delegado.
Ivo recebeu um tiro no ombro e não resistiu aos ferimentos, vindo a morrer no local. A autora dos disparos não foi localizada. A Polícia Militar esteve no local apoiando as ações da Civil. De acordo com a perícia, apenas um tiro acertou a vítima. O corpo seria encaminha para o Instituto Médico Legal para ser necropsiado.
O enterro de Ivo estava marcado para 17h30 de quinta-feira (7/12), mas um atraso na autópsia pelo legista impediu que o corpo fosse liberado com tempo hábil e o sepultamento aconteceu somente da manhã de ontem (8/12), às 8h.

O CASO
O homicídio de Marcos Antônio Dias , o Nenê da Chica, teria sido "autorizado" por um "tribunal do crime" acionado para resolver a situação do envolvimento amoroso de Nenê com uma mulher identificada como Andressa Carolina Pereira. À época, a mulher também teria tido um envolvimento amoroso com outro indivíduo, Ivo Félix de Assis, apontado como o autor dos disparos de arma de fogo que matou Marcos, em uma emboscada que aconteceu em uma estrada que liga São Sebastião do Paraíso a Jacuí.
À época, o delegado responsável pelo caso, Leandro Zucoloto, relatou que o assassinato aconteceu no dia 14 de fevereiro e o corpo do homem teria sido encontrado em estado de decomposição avançada, no dia 16 do mesmo mês.
"Eles estavam insatisfeitos com a relação e pediram para que Tucano resolvesse o caso. Tucano, junto com outro indivíduo, teria acionado uma facção criminosa que atua no Estado de São Paulo para que esse caso fosse julgado. Era um tribunal paralelo do crime que vinha para a cidade para resolver o problema dentro deste código de ética criminoso deles", disse o delegado.
Zucoloto explicou que dentro do "código de ética" desses criminosos, se algum criminoso tem um envolvimento amoroso com uma mulher e há um rompimento, eles não podem ter nenhum tipo de relação com membros do mundo do crime em um prazo de noventa dias.
"Aconteceu que Andressa, que teve envolvimento com o Marcos, se envolveu com o Ivo e ainda manteve algum tipo de relação com a vítima. Então foi determinado que se ela ficasse com qualquer um deles, o outro teria autorização para matar", elucidou o delegado.
Durante as investigações do caso, o delegado conseguiu apurar o envolvimento de Andressa Pereira, foragida à época, mas que se apresentou a polícia tempos depois do ocorrido.  Ainda, conforme o delegado, as investigações apontaram que quem teria dado essa "autorização" para o assassinato foi o "tribunal do crime" composto pelo Ricardo Silva, o Tucano, e outros indivíduos. "Esse foi o motivo pelo qual nós pedimos a prisão temporária de todos eles, não somente por essa participação no crime, mas também por integrarem uma organização criminosa", completou o delegado.

 

TENTATIVA
No dia 15 de novembro, Ivo, que morava no bairro João XXIII,  já havia sido vítima de uma tentativa de homicídio. Segundo informações, dois suspeitos que estavam em uma moto teriam efetuado os disparos o atingimdo no ombro esquerdo e na cabeça. A vítima foi resgatada e encaminha para a Santa Casa.
À época, a Polícia Militar informou que a vítima já teria sido autor de um homicídio e estava ameaçado de morte. Conforme informações, a esposa da vítima alegou que o filho da pessoa que Ivo teria matado, estava preso e jurou que quando saísse da cadeia faria um acerto de contas, e o mataria. As suspeitas não foram confirmadas e o menor foi levado para a delegacia para ser ouvido.

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