• CRÔNICA da CIDADE •

Viver é recordar

Por: Dr. Olavo Borges | Editoria: cultura | 02/12/2017 | Visualizações: 645

- Foto de Reprodução

Viver o presente e viver o passado. Mas, por mais que digamos, por mais que queiramos que as recordações não povoem a nossa solidão, estamos enganados.
Pelo contrário. Elas aumentam a cada hora, a cada minuto, na transitoriedade de nossa existência vivida.
Antero de Figueiredo dizia: “A recordação, feita das tintas imprecisas da melancolia, da ternura, da saudade, coalha a alma. Ela tem o moderado das cores gasta do sol, e, da obra de arte, o vago das emoções indefinidas”.
E sabemos que ela, geralmente vem acoplada a uma separação, porque tudo no mundo é separação. Separa-se a árvore dos frutos, a mãe dos filhos, o amante da amante. Separam-se os amigos, pela morte ou pela desilusão. Uma velha vida, é uma árvore no inverno, despida de folhas, clamando, soluçando no verde ressequido dos galhos, o amargor da solidão!
Solidão, que é irmã gêmea do silêncio, porque o silêncio é o refúgio dos que sofrem. Pela partida, pelo adeus, porque os que ficam sofrem muito mais.
Por isso, hei de fazer com que te lembres sempre deste lugar, deste momento, deste dia, desta hora, e, se houver sobra de lembranças, que se lembre um pouquinho de mim!...

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