CRÔNICA - Joel Cintra Borges

Os sete pecados capitais

Por: Joel Cintra Borges | Editoria: cultura | 13/03/2017 | Visualizações: 24

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Há umas palavras que soam como coisa antiga nesta era digital em que vivemos. Uma delas é “pecado”. Afinal, o que quer dizer essa palavra? 
No contexto religioso, que é de onde ela vem, quer dizer “transgressão à Lei Divina”. Em suas raízes, tanto no hebraico, como no grego, a tradução é apenas “errar”. Quanto à definição de erro, isso já é uma coisa muito abrangente e que depende do entendimento e da consciência de cada um.
Capital vem do latim caput, que quer dizer cabeça, líder. Dessa maneira, pecados capitais seriam os principais vícios da conduta humana. Para quem não se lembra, em ordem alfabética eles são os seguintes: avareza, gula, inveja, ira, luxúria, preguiça e soberba.
De acordo com a revista Mundo Estranho, eles são quase tão antigos como o Cristianismo, mas, só foram formalizados no século VI, pelo Papa Gregório Magno, que tomou como base as Epístolas de São Paulo. Essa lista, no entanto, só se tornou oficial na Igreja Católica com a sua publicação na Suma Teológica, pelo grande teólogo São Tomás de Aquino.
Em minha opinião, os sete pecados capitais, desde que não haja exagero, seguindo, como ensinou Buda, o caminho do meio, são muito necessários e mesmo interessantes para a vida humana.
A pessoa muito pródiga, que gasta muito, acaba sem nada, porque lhe falta um mínimo de avareza. A ideia de economizar um pouco!
Gula tanto pode ser definida como comer em excesso, gomo grande amor a boas iguarias. Dessa forma, um pouco de gula é um ótimo tempero para se comer, para se aproveitar um bom almoço!


Já se tornou comum a expressão “inveja boa”, que não é o ato de cobiçar, ou dar por mal empregada uma qualidade, ou uma coisa que alguém possui. Seria mais uma admiração, um desejo de emular, fazer como a outra fez.


Ficar nervoso, bravo, de vez em quando, não faz mal para ninguém. Afinal, ainda não estamos no estágio angélico, em que é tudo paz, beatitude.
A luxúria, tive oportunidade de olhar no ótimo Dicionário Houaiss, tem a ver com “excesso de ardor no sexo, fogosidade”. Com a pessoa certa, isso só pode ser bem-vindo, sem nenhuma transgressão a leis de qualquer natureza!
Preguiça nunca fez mal para ninguém, desde que desfrutada nos finais de semana, nas férias. Pessoa viciada em trabalho é um desastre, não para nem para dormir!
Soberba é orgulho. Todo mundo tem que ter um pouco de orgulho, altivez, que acaba se confundindo com o amor-próprio, que é muito diferente daquela soberba de pessoas que se julgam donas do mundo.
No Templo de Delfos, na Grécia, duas frases estavam escritas em uma parede. Uma delas é muito conhecida: “Conhece-te a ti mesmo.” A outra refere-se exatamente ao que estamos analisando hoje: “Nada em excesso.”

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