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Unesp Franca e Prefeitura estudam parceria para Projeto de Cidadania

Por: Roberto Nogueira | Editoria: educacao | 22/12/2017 | Visualizações: 16013

Representantes da Prefeitura e Unesp avaliam possibilidade de desenvolverem projeto conjunto - Foto de Reprodução

A Prefeitura de São Sebastião do Paraíso e a Unesp (Universidade do Estado de São Paulo)  Campus de Franca iniciaram um intercâmbio de informações para a implantação de um Projeto de Cidadania na cidade. A proposta prevê a formação de uma equipe multidisciplinar envolvendo profissionais de diversas áreas, estudantes universitários para desenvolver um trabalho junto a adolescentes em grau de vulnerabilidade. A iniciativa deverá abranger o envolvimento de outras instituições de Paraíso, com possibilidade do projeto ser desenvolvido já no início de 2018.
O assunto foi tratado em reunião que contou com a presença da vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Social, Dilma Aparecida Oliveira; a secretária de Educação, Maria Ermínia Preto de Oliveira Campos. Também participaram representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescentes e da 35ª Superintendência Regional de Ensino. Pela Unesp, participaram o professor Paulo César Correa Borges, que também é Promotor de Justiça em Franca e o aluno Luiz Henrique Garbellini Filho, estudante do 3º ano de Direito, da Unesp.
Na  Unesp existe o Netpdh (Núcleo de Estudos da Tutela Penal da Educação e Direitos Humanos)  que desenvolve desde 2010 projeto de Fundamentos da Cidadania para  alunos e professores do Ensino Fundamental. Conforme o professor e promotor Paulo César e dentro de várias oportunidades e portas que se abriram “a instituição veio trazer esta proposta com o objetivo de transferir a expertise e know how dentro das oficinas que realizamos”, explica. 
Ele detalha que são trabalhados diversos temas que envolvem violência, discriminação, questões ligadas aos direitos humanos e a construção por exemplo de uma cultura  pré  dos direitos humanos como  racismo,  homofobia e outros. “Pretendemos poder trabalhar junto com a Prefeitura na formação e capacitação de professores e eventualmente alunos que possam estar junto as escolas trabalhando estas temá-ticas”.
A possibilidade da implantação do projeto em Paraíso surgiu através do estudante Luiz Henrique Garbellini Filho. Ele é aluno da Faculdade de Direito na Unesp e já participa do projeto. “De fato é um projeto que tem uma fundamental importância para a construção dos Direitos Humanos aqui na nossa sociedade. Existe a possibilidade deles expandirem as fronteiras e o projeto poderá ser implantado em Paraíso”, disse. 
O universitário opina que a iniciativa seria um grande ganho para a comunidade. “É interessante que se traga uma visão mais crítica para o município, uma visão que respeite os Direitos Humanos, as garantias fundamentais e principalmente quem está em posição de vulnerabilidade no nosso município”, acrescenta. Em contato com o amigo Talles Oliveira, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, os contatos entre a Prefeitura e a Unesp tornaram-se mais estreitos possibilitando a primeira reunião entre as partes. 
Conforme a secretária municipal de Educação, Maria Ermínia Preto de Oliveira Campos o Projeto de Cidadania poderá colaborar muito com a Rede de Educação. “Através do que nos foi apresentado poderemos trabalhar com os adolescentes, principalmente alunos do sexto anos, levando a eles assunto tão relevantes como bulling, racismo, levando os alunos a pensarem e a se colocar no lugar do outro”, observa. Foi sugerido a implantação do projeto numa escola estadual e outra municipal. “Vamos tentar abranger o Distrito de Guardinha, nesta proposição”, acrescenta. 
Dilma disse ter ficado feliz porque todas as partes envolvidas abraçaram o projeto. “Tivemos aqui a participação de representantes da Secretaria da Educação, a 35ª Superintendência Regional de Ensino, o Conselho da Criança e do Adolescente. Buscaremos inserir nesta parceria  a Faculdade Direito aqui de Paraíso para que possamos todos juntos  implantar este projeto em pelo menos duas escolas  que de início pensamos na E.M.Ibrantina Amaral e E.E São João da Escócia, sem nos esquecermos das crianças de Guardinha”, enumera. 
A vice-prefeita acrescenta recursos podem ser buscados junto ao FIA (Fundo da Infância e Adolescência. “Para colocar em prática não é um custo alto. Acredito que teremos uma parceria da Secretaria de Desenvolvimento Social, com a Secretaria da Educação com apoio do prefeito. É um projeto que envolve várias secretarias. Isso que prego desde o início administração participa-tiva  e onde todos podemos  juntos, os secretários, todas as entidades  e todos os órgãos da  cidade  juntos fazermos um trabalho  melhor para a nossa cidade e isso vai trazer um reflexo muito grande para a área social”, finaliza.

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