ÁGUAS

Secretarias analisam águas em comunidades rurais de Paraíso

Por: Roberto Nogueira | Editoria: agricultura | 22/12/2017 | Visualizações: 15808

Trabalho feito nas associações rurais aponta necessidade de preservação das nascentes - Foto de Reprodução

As secretarias municipais de Desenvolvimento Agropecuário e a de Meio Ambiente da Prefeitura de São Sebastião do Paraíso confirmaram a realização dos primeiros exames laboratoriais das águas nas comunidades rurais dos bairros da Faxina e Mercês. O trabalho é uma parceria que envolve o município e a empresa Olam Cofee Exportadora, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços (Acissp). O projeto prevê uma série de ações para melhorar as condições de vida dos moradores da zona rural de São Sebastião do Paraíso.
A parceria celebrada pela exportadora e a Prefeitura envolve o desenvolvimento de ações de sustentabilidade e responsabilidade nos aspecto ambiental, social e econômico. Os primeiros encontros foram realizados no início de outubro com produtores e moradores das comunidades rurais das associações das Mercês e da Faxina, quando aconteceram treinamentos com profissional de coaching abordando a autoestima do produtor e sucessão familiar do agronegócio café, alem de cursos de degustação, classificação de café e custo de produção, ambos ministrados pelo Senar.
Conforme a secretária Yara de Lourdes Souza Borges, o objetivo é desenvolver atividades que visam conscientizar os produtores em relação a responsabilidade ambiental. "Trata-se de um projeto integrado, em vários aspectos, com vertentes relacionadas a preservação de nascentes, análise da potabilidade e vasão das águas e construção de fossas sépticas", explica.
Serão realizadas ações de consultoria em algumas propriedades, trabalhando questões relacionadas a custos e tratos culturais, que são passos importantes para o processo de certificação. Também acontecerão treinamentos de segurança do trabalho e uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Todo o projeto contemplará ações direcionadas para o campo econômico, social e de meio ambiente. Em novembro, a Copasa efetuou a coleta de amostras de águas nas propriedades. "Já temos os primeiros resultados e aguardamos a contra prova para que possamos entregar o material aos produtores", diz Yara. A secretária afirma  que a partir dos dados coletados é que serão tomadas as providências. "Vamos levar soluções para os casos onde for necessário, com ações que vão desde a proteger as nascentes, recuperar a Área de Preservação Permanente (APP)", comenta.
Ela explica ainda que, através dos resultados, é que será decidido quais os locais receberão as fossas sépticas. Equipe da Secretaria e dos demais parceiros do projeto começaram a demarcação dos locais. "Este também é um marco desta administração, um trabalho que estamos desenvolvendo em conjunto com a participação das secretarias de Desenvolvimento Agropecuário, de Meio Ambiente, da Saúde, além do setor de Vigilância. É um avanço muito significativo que tem o apoio total do prefeito Walker Américo", anuncia a secretária.
Os parceiros aguardam também um parecer da Copasa em relação a análise das águas. "É uma empresa que tem o knowhow sobre os procedimentos que devemos tomar, por isso a razão desta ação conjunta", descreve. A busca de soluções e o trabalho coletivo são um dos pontos principais do projeto. "É uma parceria e é fundamental estarmos juntos, produtor, empresas, a Prefeitura e as demais colaboradores. Este é o princípio desta administração, parceria para trabalharmos juntos e, assim, termos soluções eficientes", finaliza a secretária.

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