QUEIMADA VELHA

Produtores da Queimada Velha se reúnem com vereadores na Câmara

Reunião serviu para esclarecer motivos que levaram ao cancelamento do chamamento público para fornecimento à merenda escolar

Por: Roberto Nogueira | Editoria: agricultura | 20/12/2017 | Visualizações: 918

Produtores da Queima Velha se reúnem com vereadores na Câmara - Foto de Reprodução

Membros da Associação de Produtores Rurais da Queima da Velha e representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário (Sedeagro) se reuniram na Câmara Municipal de São Sebastião do Paraíso na manhã de quarta-feira (13/12) para discutir o fato que motivou o cancelamento do chamamento público envolvendo o fornecimento de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar municipal.
O presidente da Câmara, Marcelo de Morais, explicou que havia boatos de que alguns vereadores fizeram pressão para que o certame fosse cancelado. O fato havia sido comentado em sessão passada.
"Isto chamou muito a atenção, sendo que não partiu de nós. Então chamamos todos aqui, tiramos a limpo tudo o que estava acontecendo e, agora, o nosso papel é dar ampla publicidade a isso para que todos os produtores que fornecem alimentos às escolas e creches da rede pública de ensino do município saibam dos reais motivos do cancelamento do chamamento público", disse.
Conforme esclareceu o chefe de departamento da Sede-agro, Marco Aurélio Alves de Paula, a decisão foi tomada após uma conversa na Secretaria onde participaram a nutricionista Renata Pessoni, a servidora Tânia Atair e membros da diretoria da Associação de Produtores da Queimada Velha, eles acharam por bem deixar o chamamento para o próximo ano.
"Isso aconteceu devido à questão de valores da Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) e pelo fato de já estar terminando o ano. Em consenso com os produtores da associação, a equipe da Licitação também não viu problema nisto, resolvemos fazer o chamamento para o próximo ano", justifica.
A vice-presidente da Associação, Aparecida Reis Nunes de Sá, ressaltou ainda que o cancelamento aconteceu por dois motivos, o primeiro porque o produtor tem um limite de R$ 20 mil para ser vendido para a Prefeitura ao ano e, como o ano já está acabando, esse limite já estava praticamente comprometidos e alguns associados não poderiam mais vender.
"Isso geraria um grande problema entre nós, produtores. Por isso decidimos realizar no início de 2018, porque todos começamos (zerados). O segundo motivo foi a questão dos preços, que agora no final do ano são mais baixos, e a partir de janeiro e fevereiro a tendência é os preços subirem, como entregaríamos somente a partir de fevereiro, achamos melhor deixar para fazer o chamamento e as cotações partir do próximo ano", conta.
Segundo Aparecida, a expectativa é que até final de janeiro de 2018, a Prefeitura dê sequência ao processo. Ela avaliou positivamente a reunião. "Foi uma reunião boa. Às vezes algum produtor não tem informação e há aqueles que criam problema, e está havendo muitos casos. Aquele produtor que fica criando problema não costuma participar dessas reuniões e sai levando informação que não existe para outros, gerando confusão. Nosso trabalho é sério e tentamos fazer o melhor possível", completa.

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