DENGUE

Vigilância intensifica combate à dengue na região da Lagoinha

Por: Roberto Nogueira | Editoria: saude | 27/12/2017 | Visualizações: 14823

Vigilância intensifica combate à dengue na região da Lagoinha - Foto de Roberto Nogueira

Com a chegada da estação mais quente do ano o sinal de alerta está ligado em vários Estados e nos municípios. Todos os anos, o aumento dos níveis de chuva e de temperatura faz crescer a infestação do aedes aegupti. O mosquito é responsável pela transmissão de doenças como a dengue, zika e chikungunya. Em São Sebastião do Paraíso equipes da Vigilância Sanitária estão intensificando o trabalho de prevenção, principalmente onde há maior incidência de localização de larvas e focos do mosquito da aedes aegypti.
Em 2017, até o último levantamento divulgado n dia 18 de dezembro, Minas Gerais registrou 28.200 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue. Desses, 14 casos vieram a óbito e outros 12 seguem em investigação. Em relação à Febre Chikun-gunya, Minas Gerais registra 16.876 casos prováveis da doença e 12 óbitos confirmados. Outros nove óbitos suspeitos estão em investigação. Já com relação à febre pelo zika vírus, são 746 casos prováveis no estado em 2017.
Minas viveu três grandes epidemias em 2010, 2013 e 2016. O comportamento do número de casos prováveis este ano é característico de um ano não epidêmico. No entanto, a partir do mês de setembro, historicamente um período de baixa transmissão, observa-se um aumento no número de casos prováveis. Nos anos epidêmicos são precedidos de elevação no número de casos em meses anteriores, por isso é importante monitorar essa tendência de elevação. O número de casos prováveis de dengue em 2017 acompanha o mesmo perfil de anos não epidêmicos anteriores. Na figura abaixo os anos epidêmicos foram excluídos para fins de comparação com objetivo de não levar a um viés de interpretação dos dados. O pico de ocorrência de casos ocorre entre as semanas epidemiológicas 14 e 17 que corresponde aos meses de março e abril. 
O levantamento de índice rápido para aedes aegypti (LIRAa) e o levantamento de índice amostral (LIA) foram desenvolvidos, para atender à necessidade dos gestores e profissionais que operacionalizam o controle das arboviroses de dispor de informações entomológicas em um ponto no tempo (antes do inicio do verão) antecedendo o período de maior transmissão, com vistas ao fortalecimento das ações de combate vetorial nas áreas de maior risco. Eles são métodos de amostragem e mapeamento dos índices de infestação por aedes aegypti e aedes albopictus. 
Dos dados consolidados 16 municípios apresentaram índices de infestação predial (IIP) superiores a 3,9%, ou seja, situação de risco para ocorrência de surto, 178 em situação de alerta e 608 em situação satisfatória. Paraíso aparece entre as cidades com baixos índices segundo a SES. Conforme levantamento divulgado neste ano foram registrados 27 casos de dengue em Paraíso, sendo que os meses de setembro e novembro são recordistas com cinco registros cada. Estes levantamentos permitem a identificação dos criadouros predominantes e a situação de infestação dos municípios que o realizaram. Os índices até 0,9% indicam condições satisfatórias, entre 1% e 3,9%, situação de alerta e índices superiores a 4%, risco de surto.
O levantamento rápido de índices de infestação pelo aedes aegypti (LIRAa), coordenado pelo Ministério da Saúde, afirmou que 1.496 cidades do Brasil já estão em situação de alerta ou em risco para o surto das doenças. Na região Sudeste os principais criadouros do mosquito foram encontrados em depósitos de móveis, caracterizados por vasos e frascos com água e pratos. Minas Gerais ainda tem 23% dos municípios com possibilidade de surto das doenças.
Desde a primavera e principalmente agora com a chegada do verão que já chegou e, com ele, as temperaturas estão altas, período em que aumenta também a incidência de chuva. Por isso, é preciso cuidado redobrado para com o mosquito aedes aegypti. De acordo com o Ministério da Saúde, os ovos do mosquito, que necessitam de água parada para eclodirem, podem sobreviver até 450 dias, mesmo que o local onde foram depositados esteja seco.
O período de hibernação dos ovos é uma forma do mosquito driblar o período de estiagem, quando a disponibilidade de possíveis criadouros cai drasticamente. Com a volta das chuvas, os recipientes também voltam a acumular água, isso ativa os ovos e proporciona o desenvolvimento das larvas. Por isso, para eliminar de vez os possíveis criadouros do mosquito responsável por transmitir a dengue, o vírus zika e as febres amarela e chikungunya, após a eliminação da água parada é extremamente importante lavar os recipientes com água e sabão.
Além da limpeza dos vasos e a eliminação dos objetos que possam avolumar água e tornar-se um abrigo para o surgimento de larvas do mosquito da dengue, um trabalho mais intenso está sendo realizada em alguns pontos da cidade. Na semana passada uma equipe da Vigilância Sanitária realizou o lançamento de veneno através do equipamento fumacê costal para tentar eliminar focos, na região da Lagoinha. A intenção é de fortalecer as ações de prevenção, uma vez que na cidade tem sido registrado clima favorável para o desenvolvimento de focos do mosquito da dengue e que também provoca outras doenças.

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