Nascentes das Gerais pretende retomar construção de trevo que ligará MG-050 a BR-491

Por: João Oliveira | Editoria: transporte | 13/03/2017 | Visualizações: 70

Obra foi anunciada há três anos e previa uma série de intervenções - Foto de Reprodução

A construção do trevo que ligará a MG-050 a BR-491 deve ser retomado pela concessionária AB Nascentes das Gerais, por meio de um novo cronograma que deve ser executado após firmar novos convênios e serem feitas revisões contratuais solicitadas pela Secretaria Estadual de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais (Setop). A concessionária não assinalou prazos, mas destacou que também haverá novas obras não previstas no contrato original da Parceria Público-Privada (PPP). As obras tinham previsão para começar em 2014, mas devido a não concessão de uma área por parte da prefeitura à época, o projeto não teve andamento.
Em nota, as Nascentes, responsável pela administração e operação do Sistema MG-050, BR-265 e BR-491, informou que  “as obras do trevo que ligará a MG-050 a BR-491 fazem parte de um novo cronograma, com a inclusão de obras não previstas no contrato original da Parceria Público-Privada (PPP). Novos provisionamentos de verbas para desapropriação de áreas ainda não desapropriadas também estão previstas no novo cronograma. Estas revisões foram solicitadas pela Secretaria Estadual de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais (Setop-MG) e incluem outros melhoramentos que comporão o contrato, após a assinatura do novo termo aditivo (TA-07) em curso”.
Foi realizada no início de 2014, uma audiência com o lançamento do projeto em Paraíso, onde participaram o então secretário da Setop, deputado federal Carlos Melles, o deputado estadual Antônio Carlos Arantes, o presidente da Concessionária Nascentes das Gerais, José Renato Ricciard, o diretor executivo da concessionária, Joselito Rodrigues de Castro e o diretor de fiscalização do DER/MG, João Baeta.
No entanto, devido uma área que precisava ser desapropriada pela Prefeitura de Paraíso, e que não aconteceu, impediu que o projeto tivesse continuidade.
De acordo com Melles, a situação é séria, pois as obras eram para estar concluídas há cerca de dois anos. “O prefeito da época não cedeu o terreno para que a concessionária construísse o trevo na região da Mercedes e Posto Zambiasi. À época, a Prefeitura recebeu a última parcela de mais de um milhão de reais do Estado, como pagamento pela área. O projeto é muito competente, está pronto há cinco anos, e só não saiu por irresponsabilidade da administração municipal da época. Além do trevo, também haveria a duplicação da região da Polícia Rodoviária até o trevo na região da Pedreira Can-tieri. Estamos sempre cobrando a retomada dessas obras”, ressaltou o deputado.
O prefeito Walker Américo de Oliveira destacou que é desejo do município dar continuidade a realização desse projeto e comentou que deve convocar novas reuniões devido a ampliação de uma área que será necessária para construção do trevo. “Terá que ser desapropriada mais um pedaço de área, nessa desapropriação teremos que conversar para ver que área será necessária para que o projeto seja retomado. Veremos, através do deputado Antônio Carlos, se conseguimos uma nova reunião para analisar essa possibilidade. É interesse do município e faremos o possível para que isso aconteça”, completou o prefeito.
De acordo com o deputado Antônio Carlos Arantes, as cobranças têm sido feitas, mas lembrou que a administração da época (2013-2016), “travou” a continuação do projeto. “Quando chegou a hora da Prefeitura fazer a desapropriação do terreno, ela não o fez. 
As Nascentes tinham uma verba específica para a execução da obra, e como não tinha autorização para mexer no local, levou esses recursos para outras regiões. Estamos cobrando, mas a execução também está pendendo do governador Pimentel assinar um aditivo ao contrato. O problema já não é mais o município, mas sim o Estado”, completou o deputado.


MANUTENÇÃO DAS RODOVIAS
Hoje existe um impasse entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) e o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG) sobre quem detém a manutenção de trechos das BR-491, principalmente em um local que foi motivo de acidentes na última semana, na altura do KM 9, próximo ao Sítio Chaparral. De acordo com assessoria do Dnit, a rodovia foi incorporada ao Deer/MG que, por sua vez, alega que isso é um assunto que ainda está em discussão.
De acordo com o deputado Antonio nCarlos Arantes, essa incorporação ainda não foi concretizada. “Esse trecho ainda é de responsabilidade do Dnit. Iremos procurar o Departamento na próxima semana e vamos nos empenhar para essa situação seja resolvida o mais breve possível. É a primeira vez que tomamos conhecimento do problema, mas nossas cobranças a problemas referentes às estradas da região têm sido atendidas”, completou o deputado.
O deputado federal Carlos Melles comentou que tomou conhecimento do fato há pouco tempo e lamentou o ocorrido. Ele ainda lembrou que existe um projeto amplo para aquela região. “Trata-se da construção de uma rotatória estendida e ampliação de capacidade de trafego na rodovia, que atenderá o novo armazém da Olam Cofee – quase pronto, a nova fábrica da Manteiga Aviação, o Condomínio Campo Alegre, e claro todo o tráfego que passa por Paraíso em direção ao Sul de Minas, além de Campinas e São Paulo. Esta é uma obra de grande porte, que ainda dependerá de projetos e busca de recursos”, conta o deputado.
Melles lembra que quando foi secretário da Setop, tinha um programa chamado ProMG que, segundo conta, era um contrato firmado com empresas que obrigavam a permanente manutenção dos trechos rodoviários. “É só recordar e está público, naquele período não tínhamos nenhum buraco nas rodovias da região. Infelizmente o ProMG acabou no governo do PT. Mas temos ação também na reformulação geral da rodovia entre Paraíso à divisa com SP, para Ribeirão – uma obra de grande impacto, e nas grandes obras na travessia urbana de Paraíso, com a construção dos dois viadutos e a duplicação da rodovia nesta área”, destaca.
O deputado federal recorda ainda que, quando secretário, incluiu o trecho entre Paraíso a Guardinha no programa Caminhos de Minas. “Depois vencemos todas as etapas técnicas até chegar na escolha da empresa Enecon, que iniciou o projeto. Infelizmente o governo do PT assumiu e paralisou todas as obras, incluindo o projeto da Guardinha. É importantíssimo que a comunidade de Guardinha e as lideranças de Paraíso se unam para cobrar do governador uma solução. Eu estou sempre pronto a esta ação e conclamo o prefeito, vice-prefeita, deputado Antônio Carlos, e os vereadores, além de lideranças dos outros setores, para somarmos as forças”, completa o deputado Carlos Melles.

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