POESIA

Poeira da estrada

Por: Redação | Editoria: comercio | 17/01/2018 | Visualizações: 5244

- Foto de Reprodução

Michelle Aparecida Pereira Lopes


Pó das horas passadas distante
alheios ao caminho
sentados ao longe
começos de fins sem graça
inícios e vindas desfeitas
chegadas, partidas
esperas, sequelas
bordas amarelas das folhas velhas
carcomidas por cupins
de um cérebro que esquece
de um coração que ainda lembra
Sou toda história, virei lenda
sou letra, sou verso
sou poema...
De minhas dores velhas
das minhas doídas confissões 
das angústias que me abordam noite adentro
sou o antes, o agora
sou pra sempre
ressentida, sou sentido
sou de outra era
espírito antigo
sou flor, sou gesto
sou poeta...
Sou das dores que me contam
vivo as dores que me restam
sou martírio, alívio
sou letra, sou verso
sou poema...


Michelle Aparecida Pereira Lopes - Professora universitária na UEMG – Unidade Passos, Doutora em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos.

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