DENGUE

Paraíso está em estado de alerta contra a Dengue

Apesar de poucos casos notificados da doença, índice de infestação do agente transmissor, de 9,3%, é alto

Por: João Oliveira | Editoria: saude | 29/01/2018 | Visualizações: 4575

- Foto de Arquivo Jornal do Sudoeste

Pelo menos sete novos casos suspeitos da dengue foram notificados em São Sebastião do Paraíso neste início de ano. Apesar do número ser considerado baixo e não haver a confirmação da doença, a Vigilância em Saúde está em alerta porque no município é alto o índice de infestação do agente transmissor: o Aedes Aegypti. De acordo com dados da Vigilância, esse índice chega a 9,3% e o resultado disto pode vir a ser um surto da doença, caso não haja controle.
Conforme relata a coordenadora da Vigilância em Saúde no município, Daniela Cortez, esse índice significa que a cada 100 casas que os agentes epidemiológicos visitam, 9%  delas estão infestadas com o vetor da Dengue. Ela informou ainda que em comparativo com o ano passado não houve aumento, porém o estado ainda é de alerta, já que em épocas que não eram comum haver a confirmação da doença, revelou-se aumento significativo do número de casos.
“Minas Gerais está em estado de alerta para a Dengue e Chikungunya. Quando analisamos a série histórica do Estado, houve uma queda de 95% entre os anos 2015 e 2017. Mas ao mesmo tempo em que houve essa queda, em época que não tinha costume de haver registro da doença, aumentou o número de casos, por isso enxerga-se um provável surto dessas doenças no Estado”, explica Cortez.
Diante da situação, a Epidemiologia no município tem trabalhado em estado de alerta, com orientação às USFs em notificar a Vigilância ao menor sinal suspeito da dengue, para que assim esses agentes possam realizar o cerco e bloqueio dos vetores da Dengue. Daniela explica ainda que esse alto índice também está relacionado às chuvas torrenciais durante o final no último ano e no mês de janeiro.
“Esse levantamento do número de focos do mosquito foi realizado entre os dias 8 e 12 de janeiro. Foi uma época que estava chovendo muito e no município, inclusive, foi feito até debaixo de chuva. Foram encontrados muitos focos do mosquito em depósitos de água parada, tanto em residência quanto em terrenos baldios”, ressalta a coordenadora.
Cortez ressalta ainda que em aproximadamente 39 mil imóveis, esse número está bem distribuído, apesar de no Vene-za ainda haver uma concentração maior dos focos. “A gente percebe que a população está deixando um pouco de cuidar de seus quintais. Também há em Paraíso muitas pessoas que juntam materiais recicláveis, nesses locais, que chamamos de pontos estratégicos, é realizado um trabalho quinzenal, fazendo a pulverização para combater mosquitos”, acrescenta.

 

ORIENTAÇÕES
Estar atento à água parada em vasos, potes, ralos e caixas d’águas nunca é demais para combater e evitar uma disseminação do agente transmissor da dengue e da própria doença. Daniela orienta ainda que os vizinhos a terrenos baldios estejam atentos a esses locais. 
“O terreno não é seu, mas não custa não deixar as pessoas jogarem lixo e fazer essa fiscalização. Sobre a questão do lixo, do mato em terrenos baldios e entulhos, essas situações podem ser denunciadas junto a Secretaria de Meio Ambiente, que tem uma legislação para agir nesses casos; já casos de locais que apresentam riscos a saúde, à Vigilância em Saúde”, comenta.
Cortez conta ainda que no município existem casas próximas a áreas verdes e é comum aparecem charreteiros para jogar entulhos nesses espaço. “Se o morador presenciar, ele pode conversar com essa pessoa, orientar a manter o local limpo. O que realizamos é um trabalho em parceria com a comunidade. Temos que reduzir esse índice de infestação, porque quanto menor o for, menor é a chance de ter o surto da doença no município. Acima de 4% já é alerta para o surto e estamos acima de 9%”, diz.

 

SINTOMAS DA DOENÇA
Ao menor sintoma da doença, a recomendação é que o cidadão procure imediatamente um posto de saúde. “Se aparecerem os sintomas, como febre persistente, dores no corpo, machinhas na pele, procurar as unidades de saúde, para que os profissionais possam coletar o material e fazer a análise”, explica Daniela.
Cortez explica que isto é importante porque acontecem casos de pessoas que não procuram as USFs e a Vigilância não fica sabendo da suspeita, o que  atrapalha o combate aos agentes transmissores da doença. 
“Se nós soubermos dos casos suspeitos, nós temos como fazer o bloqueio da doença com a pulverização costal aos arredores da residência onde foi  notificado o caso, para que assim mate todos os mosquitos infectos e não deixe transmitir a doença para outras pessoas. 
Temos trabalhando para isto de segunda a sexta-feira e nos finais de semana quando há casos de emergência, como casos suspeito que é preciso fazer o bloqueio”, acrescenta.

 

FEBRE AMARELA
Embora não haja casos da doença no município, a coordenadora da Vigilância em Saúde chama a atenção para a importância da vacinação e também em notificar a Vigilância em casos de macacos serem encontrados mortos. No ano passado, três casos foram notificados à Vigilância.
“Foram feitas três denúncia e recolhemos três macacos mortos, dois saguis e um mico leão, que foram encaminhamos para análise em Belo Horizonte. Felizmente o resultado foi negativo, os macacos não tinham o vírus e não há nada confirmado em animais e nem em humanos no município”, destaca.
Um desses animais foi localizado no bairro Lagoinha e os demais em sítios na zona rural. Tendo em vista os relatos de pessoas que têm matado esses animais propositalmente, ela resalta que não foi o caso desses macacos em Paraíso. 
“Independente da morte, eles devem ser encaminhados para análise. Os outros dois casos foram em zona rural, moradores de sítios que encontraram esses animais e entraram em contato com a gente. Quem encontrar esses animais, nós pedimos para que entre em contato para que possamos encaminhá-los para análise. 
O contanto pode ser feito pelo telefone 3531-1040. Nós entendemos que como houve casos em cidades próximas, como Delfinópolis, onde houve óbito de humanos, o vírus está na região, próximo, então precisamos identificar em quais comunidades para focar nas ações de bloqueio e prevenção”, acrescenta.

 

VACINAÇÃO
Daniela comenta ainda que é preciso estar atento ao cartão de vacina, independente se é um morador de zona rural ou urbana e se esse cidadão já foi imunizado contra a Febre Amarela em algum momento da vida. Segundo conta, pela norma técnica do Estado de Minas Gerais, entende-se que ela está imune para a vida toda com uma dose da vacina.
“As crianças que fazem 9 anos e vão ao posto tomar as vacinas de rotina, elas já serão imunizadas contra a Febre Amarela. E o adulto que não tomou, não lembra ou perdeu o cartão de vacina, procurar o Posto de Puericultura ou qualquer outra sala de vacinação, seja ela na USF do Veneza, Vila São Pedro, São Judas ou em Guardinha, para tirar qualquer dúvida”, ressalta. Informações também podem ser obtidas pelo telefone 3539-1080.
Segunda conta Cortez, em Minas a dose não é fracionada e uma aplicação já garante a imunização contra a Febre Amarela. A vacina pode ser tomada por pessoas entre 9 e 59 anos de idade, acima disto deve fazer o acompanhamento médico, já que pode haver reação
“O médico é quem vai avaliar a necessidade desse idoso ser imunizado, como em caso de pessoas que irão frequentar área de risco ou algo nesse sentido. Então, com a indicação médica essa pessoa poderá procurar o posto de vacinação”, completa a coordenadora da Vigilância em Saúde.

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