EMPRESAS

Abertura de empresas em Paraíso é maior que em MG, proporcionalmente

Por: Roberto Nogueira | Editoria: comercio | 31/01/2018 | Visualizações: 1163

- Foto de Reprodução

A Prefeitura de São Sebastião do Paraíso, divulgou dados sobre a abertura e a extinção de empresas no município em 2017. Conforme informações obtidas através do escritório local da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), no ano passado houve um crescimento de 13% no volume de empresas formalizadas. No Estado, proporcionalmente, o crescimento foi bem menor ficando na casa de 3%.
Segundo a Jucemg em Paraíso ocorreram 120 formalizações de empresas, enquanto que em 2016 foram 106. O relatório apresentado tem outras informações relacionadas ao setor, apontando a existências de 2.364 empresas ativas. O balanço apresentado compara dados referentes a 2016 e 2017. Em 2016, o saldo já era positivo com 106 constituições enquanto que no período seguinte, o volume passou para 120. Se considerado a conjuntura econômica do país, entre outros fatores que influenciam para que as empresas permaneçam abertas, a variação no período em relação à quantidade de extinções foi de apenas 1%.
Ainda sobre o município paraisense, o relatório da Jucemg aponta a existência de 2.364 empresas instaladas, sendo que 655 são empresariais, 96 Eirelli, 1.589 são sociedade limitada, 12 sociedade anônima e 13 cooperativas. Em outra divisão referente ao enquadramento, elas se subdividem em 1.842 microempresas, 164 pequenas e 358 classificadas como outros. Tem também a separação por segmento, sendo que 1.120 estão relacionadas ao comércio, 302 à indústria e 942 vinculam-se ao setor de serviços. O balanço aponta ainda para 2.585 cadastros ligados ao Micro Empreendedor Individual (MEI).
Conforme informações da secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Paraíso, o município tem realizado ações no sentido de favorecer e estimular a abertura e a vinda de novas empresas na cidade. 
O resultado positivo também pode ser atribuído ao fato da economia nacional estar reagindo gradativamente, situação que não é diferente no município. A administração afirma que tem procurado fazer a parte dela como agente facilitador, como ocorreu com a implantação da Certidão Negativa de Débitos (CND) eletrônica e outras medidas estão sendo estudadas para serem adotadas visando agilizar os serviços e minimizar a burocracia no setor.
Uma das apostas para o maior crescimento do setor é a aquisição de uma área que abrigará o quarto Parque Industrial da cidade. Já existe uma área identificada que atende a este propósito e o município encontra-se em fase de início de conversações com os proprietários. Tendo êxito nesta fase, avançaremos para outras etapas, o que possibilitará a expansão das empresas existentes e a vinda dos novos empreendimentos, o que certamente vai impactar de maneira positiva na geração de novos empregos em Paraíso é a expectativa da secretaria.


EM MINAS
Já no Estado de Minas Gerais, observando a proporcionalidade da abrangência das ações, o número de empresas abertas cresceu 3% ano passado, aponta Junta Comercial. As extinções tiveram queda e ficaram na casa de 21% no Estado. Por tipo jurídico, as Limitadas (18.149) e Empresário (14.617) que mais abriram no estado. A Eireli obteve 8.032 formalizações, bem acima dos 6.866 empreendimentos de 2016. “As facilidades geradas, entre elas a simplificação no processo de abertura de empresas ajuda a explicar esses números”, avalia Lígia Xenes, diretora de Registro Empresarial da Junta Comercial. Para ela, o crescimento de negócios no estado tem como pano de fundo o reaquecimento da economia.
Apesar da crise econômica, Minas registrou queda de 21% nas extinções de empreendimentos fechados no ano passado. As Limitadas também foram as que mais fecharam. Para a diretora da Jucemg, a queda nas extinções reflete a simplificação neste procedimento que, desde agosto de 2014, conta com a isenção de certidões negativas. As extinções se avolumaram durante os últimos anos porque a legislação permitiu a conclusão do processo de encerramento sem certidão negativa. Empresas que já tinham fechado as portas, mas não tinha legalizado a baixa, correram para concluir o processo, o que explica melhor agora essa realidade.

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