SAÚDE ANIMAL

Analgesia Pós-operatória

Por: Rogério Calçado Martins | Editoria: saude | 05/02/2018 | Visualizações: 1920

- Foto de Reprodução

Quando fazemos qualquer procedimento cirúrgico em cães ou gatos, nós, Médicos-veterinários, temos a preocupação em aliviar ao máximo os desconfortos pós-operatórios. 
O objetivo é que o paciente volte da anestesia sem dor alguma. Para isso usamos procedimentos adequados, assim como medicamentos eficazes e que tenham qualidade comprovada, apropriados para cada caso.
Aliviar a dor pós-operatória é essencial na prática de cirurgias em clínicas veterinárias de pequenos animais. E isso se dá não somente pela questão ética, mas principalmente para o bem estar dos pacientes.
A dor é originária de estímulos ambientais que sensibilizam os receptores presentes nos mais diversos órgãos. A eliminação ou alívio da sensibilidade é realizada através do uso de substâncias que combatam os processos inflamatórios, traumáticos e/ou isquêmicos envolvidos nos processos de dor.
Como não existem marcadores fisiológicos específicos para a dor, múltiplos critérios devem ser analisados e adotados para a obtenção do máximo de informações para a avaliação da dor e escolha da terapia mais adequada.
Além do tipo de cirurgia e do(s) órgão(s) envolvido(s) no procedimento, o médico-veterinário deve estar atento também para aspectos diversos do paciente, como espécie, genética, sexo, peso, idade, estado clínico, alimentação e até mesmo o tipo de atividade do mesmo, já que todos ou mesmo alguns desses fatores exercem influência tanto no mecanismo de indução da dor quanto na resposta do organismo aos fármacos que serão usados.
A avaliação comportamental depende da espécie que está sendo tratada, e é de grande importância, já que um animal com dor pode apresentar-se com mudanças físicas aparentes, como olhos muito abertos e pupilas dilatadas, apático, deprimido, indiferente ao ambiente ou extremamente agressivo com o mesmo. Pode estar desassossegado, tremendo, gemendo, uivando ou até mesmo emitindo latidos ou miados anormais. A postura corporal é alterada assim como a expressão facial.
Embora animais não possam descrever verbalmente a dor, reações como grito, choro/uivo, impossibilidade de usar os membros, relutância em movimentar-se, redução da atividade habitual ou alterações bruscas de comportamento são indícios fortes da presença da dor.
O principal objetivo do médico-veterinário é proporcionar bem-estar e qualidade de vida à seus pacientes. E isso inclui, principalmente, a eliminação ou atenuação da dor desses pacientes, tanto em consultas rotineiras quanto em pós-operatórios.


*ROGÉRIO CALÇADO MARTINS
– médico-veterinário – CRMV/MG 5492
*Especialista em Clínica e Cirurgia Geral de Pequenos Animais (Pós-graduação “lato sensu”)
*Membro da ANCLIVEPA (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais)
*Consultor Técnico do Site  www.saude animal.com.br
*Proprietário da Clínica Veterinária VETERICÃO (São Sebastião do Paraíso/MG)

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