GREVE

Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas anuncia greve por tempo indeterminado

Por: João Oliveira | Editoria: educacao | 15/03/2017 | Visualizações: 759

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A partir desta quarta-feira (15/3), servidores em educação e professores de São Sebastião do Paraíso devem aderir à paralisação nacional da educação. O movimento é contra aprovação da reforma da previdência que, conforme defendem, deve prejudicar os educadores e todas as camadas da sociedade. 
A greve foi decidida em Assembleia Estadual dos Servidores da Educação das oito carreiras, no último dia 8, que também teve como pauta o descumprimento em Minas de acordo entre servidores das Superintendências Regionais de Ensino e Estado, sobre reajustes salariais, progressões e promoções na carreira.
Conforme explica o coordenador da subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais
(SindUte/MG) em São Sebastião do Paraíso, Reinaldo Cesário, a greve se dará por tempo indeterminado.
“Em Minas Gerais a greve será pelo descumprimento do Acordo do Piso, lei 21710/15, que prevê aplicação do reajuste de 7,64% nas oito carreiras a partir de janeiro de 2017 e até o momento o Governo não enviou o projeto de lei à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O governo nos deve três meses do reajuste do ano de 2016, nos deve progressões e promoções na carreira que não estão sendo pagos, deve acordo feito com as SREs e Órgão Central para o encerramento da greve de 2015, onde ficou previsto a recomposição da carreira de técnicos educacionais em 20% e dos analistas educacionais em 10%, divididos em dois anos e prêmio de produtividade referente a 2013 e 2014 que não pagos pelo governo Anastasia”, elucida.
“Não aceitamos quebra de acordos assinados”, ressalta Cesário. O servidor defende ainda que a reforma da previdência prejudicará as mulheres, professores, trabalhadores rurais, do comércio, portadores de necessidades especiais, servidor público, e todos os trabalhadores de todas as camadas sociais urbanos e rurais.
“A previsão de 49 anos de contribuição, 65 anos de idade mínima e fim do salário mínimo como o valor menor a ser pago ao segurado, são algumas das medidas absurdas prevista nesta reforma. Dia 15 é dia de mobilização de toda sociedade contra a PEC 287, e chamamos toda a população para participar e se inteirar do tema. Precisamos pressionar nossos deputados, só eles podem derrubar este projeto, votando contra a reforma. Lembrando que todos em suas famílias, sem distinção, serão amplamente prejudicados”, defende o servidor.
De acordo com Cesário, as escolas estão fazendo suas discussões e já comunicaram as famílias sobre a paralisação das aulas. “A adesão à greve em todo o Estado de Minas Gerais será muito forte a partir desta quarta, a próxima assembleia da categoria será dia 28 de março, quando decidiremos por manutenção ou termo da greve. O início da greve é de exclusiva responsabilidade do Governo do Estado de Minas Gerais, que adota a política da ‘enrolação’ e morosidade no cumprimento de acordos assinados e divulgados com ampla publicidade. Nenhum servidor deseja fazer greve, quando decidimos entrar em greve é porque todos os recursos e tentativa de negociação com governo foram esgotados”, completa.

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