CRÔNICA - Joel Cintra Borges

Édipo

Por: Joel Cintra Borges | Editoria: brasil | 19/03/2017 | Visualizações: 71

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Na mitologia grega, Édipo era filho de Laio e Jocasta. Antes de seu nascimento, seu pai, que era rei de Tebas, consultou um oráculo para saber alguma coisa sobre o filho, ou filha, que estava prestes a nascer. As palavras, porém, foram terríveis: 
—  A criança - diz o oráculo - matará o pai e se casará com a própria mãe.
Para impedir que isso acontecesse, Laio, logo que o filho nasce, entrega-o a um criado, ordenando-lhe que o levasse para o Monte Citéron, que ficava próximo de Tebas, e o abandonasse lá. Antes, porém, ata fortemente os pés da criança e ainda os atravessa com um ferro, para assegurar-se de sua morte.
Com piedade do pequenino, o criado entrega-o a pastores estrangeiros que encontra na montanha. Estes, ao voltar para a terra natal, Corinto, levam-no a Pólibo, seu rei, que lhe dá o nome de Édipo (que quer dizer "o de pés inchados") e o cria como filho.
Um dia, porém, em uma discussão com um nobre da corte, este o insulta, dizendo-lhe que "ele não era filho do rei, mas um enjeitado". Chocado, Édipo procura Pólibo e lhe pede explicações, as quais não o satisfazem. Vai, então, a um oráculo, que lhe repete a maldição que pesa sobre seu futuro.
Agora é Édipo que sai de casa, para que não houvesse a mínima chance de matar aquele que julga seu pai. E o destino o encaminha justamente para Tebas!
Já perto daquele país, em um trilho apertado no alto de um desfiladeiro, ele encontra Laio, com o qual discute pela simples questão de quem tinha o direito de passar primeiro. Brigam e ele mata, sem saber, seu verdadeiro pai e quase toda a sua comitiva, menos um criado que consegue escapar.
Continuando sua jornada, ele encontra a Esfinge, um monstro metade leão e metade mulher, que cercava todos os viajantes com as seguintes palavras:
—  Decifra-me ou devoro-te! - E logo lhes propunha um enigma. Como ninguém achava a resposta, até aquela data todos tinham sido devorados. Édipo, porém, responde com sabedoria, o que faz com que a fera se atire do alto do rochedo, morrendo.
Devido a esse feito, o povo de Tebas o recebe como herói, aclamando-o seu rei e dando-lhe Jocasta, viúva de Laio, como esposa. Sem saber de nada, ele aceita, casando-se com sua verdadeira mãe. Cumpre-se, assim, o vaticínio dos dois oráculos!
Essa tragédia grega, que pelo seu simbolismo foi posteriormente adotada por Freud (o famoso Complexo de Édipo), termina com a morte de Jocasta, que se enforca, ao descobrir toda a extensão de sua tragédia. A dor de Édipo também é enorme, tanta que ele arranca os próprios olhos com uma jóia da mãe-esposa e sai errante pelo mundo, tendo como guia uma filha chamada Antígona. Depois de muitas e penosas caminhadas, ele encontra a morte numa cidade denominada Colona, na região de Ática.

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