GREVE

Servidores em educação e professores aderem à paralisação da categoria

Classe exige o pagamento do piso e reajustes que não foram cumpridos e se acumularam

Por: João Oliveira | Editoria: educacao | 11/03/2018 | Visualizações: 5498

- Foto de Reprodução

Servidores na  35º Superintendência Regional de Ensino em São Sebastião do Paraíso e professores aderiram à paralisação da categoria que foi deflagrada durante assembleia do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais realizada na quinta-feira (8/3). Em São Sebastião do Paraíso, as escolas estaduais Benedito Ferreira Calafiori (Ditão) e Paula Frassinetti aderiam integralmente ao movimento e a Escola Clóvis Salgado parcialmente, além de servidores da 35º SRE.
Movimento deve se estender até o próximo dia 15, quando servidores aguardam posicionamento do governo à pauta de reivindicação da categoria.  A classe luta pelo pagamento do piso salarial conforme acordo assinado entre o sindicato e o governo do estado, fim do parcelamento dos salários e do 13º, e cumprimento dos acordos assinados e atendimento de qualidade pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).
Conforme o coordenador da subsede do Sind-Ute/MG em São Sebastião do Paraíso, Reinaldo Cesário, outros municípios ligados à SRE em Paraíso também têm a aderido aos poucos à paralisação, entre eles Claraval, Cássia e outros municípios. Segundo conta, na SRE alguns servidores têm aderido individualmente ao movimento.
“A  greve está em construção, nossas demandas são legítimas e estamos apenas cobrando o cumprimento de uma lei aprovada pelo próprio governo, não é aumento salarial. A lei vinha sendo cumprida parcialmente, mas este ano ficou insustentável porque tivemos uma defasagem em dois anos do piso, temos retroativos de 2016 e 2017 em atraso porque o Governo demorou a aplicar o reajuste, então ficaram passivos para trás”, explica o servidor.
Ainda, de acordo com Cesário, há problemas em relação ao atendimento pelo Ipsemg, que tem afetado todos os servidores da ativa e também os inativos e que são dependentes da saúde e precisam de atendimento médico. “As clínicas e médicos estão cortando os atendimentos. A contribuição do valor do plano de saúde  é descontada no contra cheque do servidor e ele não está sendo atendido, sem contar a condição das escolas, que vem sofrendo dificuldade com falta de merenda e repasse na manutenção. É um desgoverno total que está acontecendo”, alerta.
Conforme destaca o coordenador da subsede do Sind-Ute em Paraíso, a reivindicação é que se cumpra com a lei. “Se há a lei, aprovada por nossos deputados e sancionada pelo governador e não é cumprida, que país nós teremos para o futuro? Outro problema é com relação as progressões e promoções de carreira que não foi cumprido e o prejuízo é gigantesco em nossa vida funcional e tentamos de todas as maneiras um diálogo com o governo sem precisar recorrer a greve, mas o governo se nega a isto”, completa Cesário. Na próxima semana, posicionamento do governo do estado deve definir os rumos da paralisação.

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