CRÔNICA HISTÓRICA DE SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO:

Magnólias que ficaram na história

Por: Luiz Carlos Pais | Editoria: cidades | 12/03/2018 | Visualizações: 1768

- Foto de Reprodução

 

 

Cronistas que escreveram memórias de São Sebastião do Paraíso, no Sudoeste Mineiro, preservando eventos da primeira metade do século XX, fazem referências às magnólias, árvores então usadas para ornamentar ruas e praças da florescente cidade. Havia um clima de expectativa pelo progresso que traria os sucessivos recordes na produção e exportação de café. Os políticos locais cuidaram então de enfeitar lugares públicos com essas magnólias que ficaram na memória de muitos paraisenses. Essas árvores formam um grupo com muitas espécies e variedades, a maioria não atinge porte muito alto e produz muitas flores coloridas e aromáticas. 
Na lateral esquerda da antiga Igreja Nossa Senhora do Rosário, ou seja, na parte voltada para a atual Rua Salvador Grau, havia uma fileira dessas mencionadas árvores. Demolida em 1952, esse modesto tempo católico foi, durante cerca de oito décadas, reduto de manifestação cultural dos congadeiros, estando já construída no ano de 1873, quando a vila foi elevada à categoria de cidade, conforme crônica publicada no Almanaque Sul Mineiro, edição distribuída em 1874. A antiga igrejinha também serviu como sede da paróquia, durante seis anos, em decorrência do incêndio que destruiu a antiga Igreja Matriz, em 1879. No lugar da velha Igreja demolida, foi construída a primeira Estação Rodoviária de São Sebastião do Paraíso, prédio, posteriormente, reformado para abrigar a atual Biblioteca Municipal Professor Alencar Assis.
Ao fundo da foto ilustrativa desta crônica, aparece a vista frontal da atual Matriz, cuja construção foi finalizada em 1952, quando o Monsenhor Jerônimo Madureira Mancini exercia as funções de pároco. À esquerda, na casa térrea com cinco grandes janelas, morava a família do coletor federal Pedro Marinho, nomeado para o importante cargo público, no ano de 1908, em substituição ao coletor anterior, médico Affonso Pedrário, que acumulava os cargos de coletor federal, estadual e municipal. 
Essa antiga casa de residência, localizada na esquina da atual Rua Francisco Adolfo com a Capitão Pádua, foi demolida, na década de 1990, para a construção de um prédio comercial. É provável que a foto reproduzida seja, mais ou menos, do ano de 1950, pois a construção das laterais da torre da Igreja estava finalizada. Por outro lado, a Igreja do Rosário foi demolida em 1952, quando o senhor Geraldo Froes exercia o cargo de prefeito da cidade.
Outra via pública da cidade também ornamentada com extensas fileiras de magnólias, na década de 1930, era a atual Avenida Delfim Moreira, antiga Rua dos Carros, por onde transitavam tropeiros e carros de bois dos fazendeiros que vinham ao comércio vender seus produtos ou comprar alguma coisa, sem passar pela região central da cidade. Passou-se o tempo, ficaram as memórias, a saudade e as lições legadas pelo passado, que devem ser hoje recolhidas para que possamos preservar a história da nossa querida e eterna Terra Natal.

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