GREVE

Sem acordo, greve dos professores continua e retorno das aulas é imprevisível

Por: João Oliveira | Editoria: educacao | 24/03/2018 | Visualizações: 1151

- Foto de Reprodução

A greve de professores e servidores em Educação que foi deflagrada no último dia 8 continua e nova assembleia da categoria, marcada para o próximo dia 4 de abril, deve definir os rumos do movimento. A principal reivindicação é o pagamento do piso salarial conforme acordado entre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e o Governo do Estado, mas que, segundo Sindicato, se tornaria inviável caso Sind-Ute aceitasse termo de ajustamento de conduta onde um dos pontos determina que o Estado cumpra o acordo, desde que não extra-polasse o limite prudencial. Também, classe reivindica o fim do parcelamento dos salários e do 13º e atendimento de qualidade pelo Ipsemg.
Em última reunião de negociação entre Sind-Ute e Governo do Estado, intermediada pelo Ministério Público, o MP propôs um termo de ajustamento de conduta que trouxe 12 obrigações a serem cumpridas pelo Estado e duas ao Sind-UTE, entre elas a suspensão da greve imediata e cumprimento do calendário escolar. No entanto, a categoria decidiu por manter a greve, uma vez que um dos itens, que diz que “o percentual de reajuste previsto, não pode implicar o Estado ao retorno ao limite prudencial”, criaria brecha para que o Governo não atenda a principal  reivindicação da categoria, que é o cumprimento do piso acordado em 2015.
Conforme explica o coordenador da subsede do Sind-UTE em São Sebastião do Paraíso, Reinaldo Cesário, a partir do momento que o Governo conceder o reajuste, automaticamente isso implicará em aumento de despesa para o Estado, o que irá inviabilizar o atendimento ao principal item de reivindicação da categoria. “Infelizmente, as categorias da educação são as que recebem os menores valores em relação às demais secretarias e estamos em último lugar no que diz respeito à remuneração. Isso mostra o que o Governo do Estado pensa sobre a Educação ao nos remunerar com os menores valores”, avalia o servidor.
Segundo Cesário, apesar da remuneração estar abaixo dos valores recebidos se comparado aos demais servidores do Estado, o reajuste representaria um impacto maior, já que a categoria representa a maior parte dos servidores do Estado. “São 400 mil servidores em Educação entre ativos e inativos em todo o Estado. Então, aceitar esse acordo seria jogar fora mais de 10 anos de luta pela lei do piso. É impossível aceitar essa condição e o Governo tem que enviar o projeto de lei para conceder o reajuste de 14,48%, que é o que está em defasagem nesses dois anos. Se não, o que resolve um documento acordado e assinado pelo Governo se ele não o cumpre”, questiona Cesário.


A GREVE
Ainda, segundo o coordenador da subsede do Sind-UTE em Paraíso, a greve vem ganhando corpo desde última assembleia realizada no dia 15. Segundo relata, pelo menos 40% da categoria parou suas atividades em todo o Estado.
“A região Sul foi a que mais aderiu ao movimento. Além dos professores, também há os trabalhadores em educação das 47 Superintendências Regionais de Ensino, que aderiram ao movimento. Nas SREs a paralisação está em tono de 30 a 40 %”, relata.
Em Paraíso as escolas Estaduais Benedito Ferreira Calafiori, Clovis Salgado, Estadual Paula Frassinetti e Ana Cândida, com paralisações parciais e integrais, aderiam ao movimento. Na região também houve adesão de escolas de Claraval, Cássia e  Arceburgo.
“Além disso, as escolas estão passando por dificuldade na merenda, manutenção e custeio e passando dificuldade estremas que têm influenciado diretamente da qualidade do ensino então, é uma situação grave, não estamos lutando apenas pela remuneração, mas por melhorias da qualidade da educação no Estado”, completa.

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