SAÚDE ANIMAL

Filho quer bicho: o que fazer?

Por: Rogério Calçado Martins | Editoria: saude | 04/04/2018 | Visualizações: 1588

- Foto de Reprodução

Pois é, amigos leitores, essa é uma questão que, em muitas oportunidades torna-se complicada para os pais. Vejamos o que diz a psicóloga e psicopedagoga formada pela USP, Dra. Ana Cássia Maturano em ótimo artigo publicado no jornal de circulação nacional Diário de S. Paulo: “Um bom observador deve ter percebido que os pet shops, casas comerciais que vendem produtos para animais, têm aumentado a cada dia. E, é claro, se eles aumentaram, o número de animais de estimação também aumentou.
Sim. Mais e mais vemos que pessoas estão tendo animais de estimação, sejam cães, gatos, pássaros, peixes ou outras espécies mais exóticas. Vemos muitos casais sem filhos, que optaram por não tê-los ou tê-los mais tarde, com um bichinho que chegam a tratar com todos os mimos, como se fosse um filho. Isso, quando não é alguém solteiro, que faz do animal sua companhia. Sorte dos bichinhos.
Acontece que numa casa onde se tem crianças nem sempre há espaço para o animal. Mas os danadinhos são bem fofinhos e não há criança que não se encante por eles. Em geral, os filhos voltam para casa querendo um animal de estimação, depois de terem visto o bichinho do vizinho ou do coleguinha da escola. Muitas vezes os problemas se iniciam aí. Os pais têm muitas obrigações e não têm tempo de cuidar de um animal, que sempre dará algum tipo de trabalho. Ainda mais nos dias de hoje, em que houve uma mudança de consciência, e não se admite maus-tratos ou desleixo em relação aos animais. Então, diante da solicitação do filho para ter um bicho, os pais relutam muito. Uns não permitem de jeito nenhum, enquanto outros aceitam.
Entre os que topam a idéia, alguns fazem um trato com os filhos: só terão caso eles se responsabilizem pelos cuidados. A partir de um contrato assim, outros problemas surgirão. A criança prometerá qualquer coisa para ter o bicho, até porque ela não sabe as necessidades de um, pois para elas tudo é simples. Acontece que, apesar de sua boa vontade, às vezes lhe falta habilidade para tanto. E a responsabilidade fica além de suas possibilidades.  Quando isso ocorre, mais problemas surgem, pois o bicho já faz parte da casa e muitas desavenças surgirão porque a criança não cuida dele. Ela acaba cobrada por aquilo que não pode dar ou fazer. 
O melhor é o adulto, pai ou mãe, estar ciente de que a responsabilidade pelos cuidados com o animal será dele. O máximo que a criança poderá fazer é colaborar nos cuidados e jamais ser a responsável por ele. Do contrário, o bichinho poderá ficar sem suar refeições. Caso os pais não queiram assumir mais uma responsabilidade, o que é justo, afinal eles não têm de fazer tudo o que o filho quer, o melhor é nem tê-los.  Penso que um animal de estimação deve fazer parte da casa de uma maneira gostosa e não ser ponto de discórdia para a família. Por isso, converse com seu filho.”
Mensagens boas estão aí para serem divulgadas e aproveitadas. Esse texto retrata o caso não pela ótica de um médico-veterinário, mas sim por uma profissional da área de comportamento humano. As diversas opniões devem sempre ser escutadas, assimiladas e respeitadas, quer concordemos ou não.


*ROGÉRIO CALÇADO MARTINS – médico-veterinário – CRMV/MG 5492
*Especialista em Clínica e Cirurgia Geral de Pequenos Animais (Pós-graduação “lato sensu”)
*Membro da ANCLIVEPA (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais)
*Consultor Técnico do Site  www.saude animal.com.br
*Proprietário da Clínica Veterinária VETERICÃO (São Sebastião do Paraíso/MG)

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