MIGRAÇÃO

Rádios AM de Paraíso ficam de fora da migração para FM

Por: Roberto Nogueira | Editoria: tecnologia | 21/03/2017 | Visualizações: 69

Até sexta-feira 34 emissoras assinarão convênio para migração do AM para o FM em Minas Gerais - Foto de Divulgação

As rádios Ouro Verde e Família 820 AM (Amplitude Modulada) de São Sebastião do Paraíso ficaram de fora da primeira fase da migração para o FM (Frequência Modulada) que acontece em Minas Gerais. Na próxima sexta-feira (24/3), 34 emissoras mineiras assinarão o termo aditivo para mudança de frequência, evento que acontecerá no auditório da Academia Mineira de Letras, em Belo Horizonte. O estado possui o maior número de rádios que vão realizar a migração no Brasil.
Em maio de 2014 o Ministério das Comunicações havia divulgado que 80% das emissoras que operam em AM em todo o Brasil solicitaram a migração para a faixa de FM. Em São Sebastião do Paraíso, onde duas empresas radiofônicas atuam no AM, apenas a Rádio Ouro Verde teve o pedido de mudança protocolado. Em toda Minas Gerais apenas 48 emissoras de um total de 185 fizeram a solicitação de mudança.
Levantamento realizado pelo Jornal do Sudoeste junto ao Ministério revelou que em  Paraíso, apenas a Rádio Ouro Verde (1390 Khz) fez a solicitação e recebeu o protocolo do pedido de adaptação de outorgas do serviço de radiodifusão sonora em Onda Média. Na região também fizeram o pedido de mudança de faixa de transmissão as rádios Minas Liberdade e Rádio Sociedade (Passos), Rádio Clube (Gua-xupé) e Rádio Cultura (Cássia). Também foram enviados protocolos às rádios de Muzambinho e Alfenas. No entanto, somente as rádios de Passos e Cássia continuaram com o processo e estão na lista entre as que vão efetivamente mudar de frequência neste momento.
 Alessandro Morandini diretor e proprietário da Rádio Ouro Verde AM, 1390 Khz, em sua última entrevista ao Jornal do Sudoeste estava otimista com o processo de migração.  “Esta mudança representa muito para nós, significa um avanço por podermos transmitir numa faixa de maior qualidade”, disse. Para os radiodifusores  a mudança significa um “ganho de qualidade de áudio”, uma vez que a faixa AM é muito suscetível à interferências.
Contudo os custos para a transferência são considerados bastante elevados. Na época, levantamento apontava para a necessidade de investimentos entre R$ 300 mil a 500 mil para a migração. As despesas são referentes a taxas governamentais e também a instalação de novos equipamentos, já que o sistema de transmissão necessita ser totalmente modificado.
A Ouro Verde foi classificada na classe A4 e poderá utilizar um transmissor com potência de 5 mil kw. Hoje a emissora é autorizada a transmitir no AM com 2,5 kw  e chega com sinal precário em Ribeirão Preto (SP) que fica a 120 quilômetros de Paraíso. Com a mudança o sinal chegará com mais facilidade, mais clareza e qualidade de som. Também era previsto que o local de transmissão com coordenadas pré-fixadas, a torre de transmissões deveria ser instalada na Serra da Pedreira, onde já existem as antenas de transmissões de TVs na cidade, situação que o dirigente da emissora estava tentando alterar.
De acordo com o presidente da Amirt (Associação Mineira de Rádio e Televisão), Mayrinck Júnior, a assinatura da migração no estado da rádio é de extrema importância para o radiodifusor. “Esta cerimônia facilitará para o radiodifusor do interior, que vai assinar o contrato em seu estado, sem precisar se deslocar até Brasília. O ministro Gilberto Kassab está de parabéns por valorizar as associações estaduais como canal de ligação com o Ministério das Comunicações”, comemora Mayrink.
A caravana vai percorrer o país ao longo de 2017, realizando mutirões para ajudar na conclusão do processo. O presidente da Amirt acredita que, até a data do evento, mais emissoras entrarão para a lista. Confirmaram presença na solenidade, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, o representante da ABERT, Flávio Lara Resende, o presidente da Amirt e dezenas de radiodifusores.
A assinatura do termo adi-tivo representa o encerramento da fase mais complexa do processo de migração para a faixa de FM. Depois disso, as rádios devem apresentar um projeto técnico de instalação da FM ao MCTIC e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a autorização de uso da radiofrequência. A partir da liberação da agência ligada ao MCTIC, os veículos já podem começar a transmitir a programação na faixa de FM. 

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