MEMÓRIA AQUINENSE

Lourenço Tonin uma vida marcada pelo trabalho

7 de julho de 2002

Por: Selma Braia | Editoria: cidades | 14/04/2018 | Visualizações: 2262

Sr. Lourenço Tonin e seus oitos filhos - Foto de Reprodução

A história de Lourenço Tonin, é uma história simples mas de exemplos dignificantes, de um passado de lutas diárias, no projeto de construir um patrimônio para sua família, proporcionando educação aprimorada a seus filhos preparando-os para o mundo.
Uma sabedoria de vida própria somente, de quem elege o trabalho como meta de vida, consciente na sua missão de transformar “o pouco” em “muito”, na labuta de levantar paredes como servente de pedreiro, fazendo o pão de cada dia como ajudante de padaria. No depoimento de sua filha Maria Tonin, um relato de emoção e sinceridade.
Lourenço Tonin, 74 anos, aquinense. Estudou até o 3º ano primário. Aos 13 anos estava orfão. O mais velho dos 6 irmãos, passou a ser arrimo de família. Mudou-se para São Paulo mas lá ficou durante um ano somente. Voltando para sua terra natal passou a trabalhar na roça e também ajudante de pedreiro para o seu tio Antônio Tonin.
Aos 21 anos casou-se com Geralda dos Santos Tonin, era o ano de 1949. Nesta  fase de sua vida trabalhou como padeiro à noite, com o Sr. Marciano de Lima, proprietário na época, da padaria. Durante o dia como pedreiro fazendo extras. Residia no Fundo do Pito, antigamente chamada rua da Bahia, um lugar muito bom e familiar.
Depois de muita luta e economia , juntamente com a sua esposa Geraldina que o ajudava fazendo suas costuras “para fora”, conseguiram comprar o Bar do Centro, ao lado da Matriz, de sociedade com o Sr. Jovino Ga-briel da Silva. Com o tempo comprou a outra parte de seu sócio. Para ajudar nas despesas da casa plantava arroz, feijão no sistema de “ameia” na fazenda de Dona Arminda Figueiredo. Já tinha três filhos Maria, Lindamar, Paulo. No bar do Centro, nasceram João Batista, Cleber e Marilda. Deitar bem tarde e levantar muito cedo foi o seu dia a dia.
Em 1965 vendeu o Bar do Centro para o Sr. Antônio Guiraldelli Primo e mudou-se para o local onde reside até hoje. O amigo Salim Abrão lhe deu a idéia de abrir uma Panificadora, como não tinha dinheiro suficiente, emprestou-lhe o que faltava e daí surgiu a Panificadora São Tomás.
Nasceram então José Carlos e Gislene completando 8 filhos de uma família feliz e unida.
A luta de Lourenço Tonin e Geraldina foi dia e noite para formar seus filhos. Uma luta com muita humildade, batalha, pensamento positivo e fé em Deus. Como recompensa para tanto trabalho o sucesso na economia da cidade e espaço de respeito dentro da sociedade aquinense, pois só vence aquele que luta incansavelmente .Fica o sentimento de tristeza pois a grande batalhadora, que o ajudou tanto, sua esposa e amiga, não chegou a ver e desfrutar o resultado do exemplo de vida que deu a seus filhos.
Lourenço Tonin faz parte da história de São Tomás de Aquino. Sua origem se perpetuará através de seus frutos, abençoados por Deus; 8 filhos e 16 netos maravilhosos.
Deus preserva sua Panificadora há 37 anos.
Maria Tonin

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