VACINA

Paraíso espera vacinar mais de 20 mil contra a gripe

Por: Roberto Nogueira | Editoria: saude | 26/04/2018 | Visualizações: 7572

Ações de conscientização vão de 23 de abril a 1º de junho e a meta é vacinar mais de 5 milhões de pessoas em Minas Gerais - Foto de Reprodução

Com o tema “Pra enfrentar a gripe, vacine-se”, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lançou segunda-feira,23, a Campanha de Vacinação contra a Influenza que vai até 1º de junho. O Dia da Mobilização Nacional está previsto para 12 de maio (sábado). 
O objetivo da campanha é imunizar 90% das mais de 5,5 milhões de pessoas que fazem parte do público alvo, ou seja, cerca de 5.034.284 pessoas. Em São Sebastião do Paraíso a Secretaria Municipal de Saúde pretende imunizar mais de 20 mil pessoas. 
A cobertura vacinal no Estado em 2017 foi de 91,2%. Mesmo tendo alcançado a meta geral, grupos como crianças e gestantes, alcançaram pouco mais de 80%. Para a Diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Janaína Fonseca Almeida, a vacinação é uma das principais estratégias de prevenção da Gripe. “A vacina é muito importante, pois ela tem contribuído, ao longo dos anos, para a redução de complicações, internações e óbitos, especialmente na população de risco, que são as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos maiores de 60 anos, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, entre outros.”, disse.
Em Paraíso a Secretaria Municipal de Saúde divulgou que a metade do público alvo e composto por pessoas idosas com mais de 60 anos, gestantes, mulheres no período pós-parto até 45 dias, crianças de seis meses a dois anos de idade e portadores de doenças crônicas. A recomendação é para que as pessoas não esqueçam de levar o cartão de vacinação.
Desde segunda-feira há cinco postos de vacinação em funcionamento na cidade. No Posto de Puericultura o atendimento é de 8h às 16h sem intervalo. Nas USF São Judas e Vila Formosa a vacinação ocorrerá no período 8h às 11h e das 13h às 16h. Também será possível receber a vacina na terça e sexta-feira na USF São Pedro, das 8h às 11h e das 13h às 16h.
No Distrito de Guardinha o atendimento acontecerá também nestes horários. No “Dia D” da Campanha, 12 de maio, todas as salas de vacinação da cidade ficarão abertas das 8h às 17h sem intervalo.
As vacinas utilizadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde contra o vírus da influenza são seguras e eficazes. Elas são constituídas por vírus inativados, fracionados e purificados, portanto, não contêm vírus vivos e não causam a do-ença. 
Quem tomar a vacina não ficará gripado, como muitos pensam. “O que pode ocorrer, em alguns casos, são manifestações, como dor no local da injeção, eritema e endura-ção, que ocorrem em 15% a 20% dos pacientes, geralmente resolvidas em 48 horas”, explica Janaína. Pode ocorrer também febre, mal estar e dor no corpo de 6 a 12 horas após a vacinação e persistir por um a dois dias, sendo notificadas em menos de 1% dos vacinados. Estas reações são benignas e autolimitadas.
Segundo ela, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza. Além da vacina, as ações de prevenção da transmissão da influenza incluem a etiqueta respiratória e a lavagem correta e frequente das mãos.
A vacina trivalente, distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra os três principais tipos do vírus da gripe que mais circulam no Estado e no país, o Influenza A H1N1 e H3N2 e o Influenza B. Segundo Janaína Almeida, os grupos prioritários devem se vacinar todos os anos, já que a imunidade contra o vírus cai progressivamente e o vírus passa por frequentes mutações.


GRIPE EM MINAS
Em 2017, houve 300 casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza em Minas, destes, 50 evoluíram para óbito. Do total de mortes confirmadas, a maioria (33) foi por influenza A/H3. Em 2018, de janeiro até o dia 9/4, dos casos associados a Influenza, 83,3% (10/ 12) eram Influenza A e 16,7% (2/ 12 ) Influenza B. Naqueles em que foi identificado o vírus A, o subtipo A/H3 sazonal é o de maior proporção com 80,0% (8 /10 ).

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