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APAE promove Fórum sobre "cidadania da pessoa com deficiência intelectual no município"

Por: João Oliveira | Editoria: entretenimento | 26/04/2018 | Visualizações: 2331

- Foto de Reprodução

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Sebastião do Paraíso (APAE) promoveu na quinta-feira (19/4) um fórum que contou com a presença de diversas autoridades, servidores da Apae, assistidos pela Associação e familiares para debater o tema "cidadania da pessoa com deficiência no município" para levantamento de propostas que devem ser levadas ao Fórum Regional das APAEs. 
O fórum, que acontece de dois em dois anos em razão do Programa Autogestor, Autodefesa e Família das APAEs, tem como foco fazer levantamento do que a sociedade caminhou e ainda tem a caminhar no que se refere a garantia dos direitos da pessoa com deficiência.
De acordo com o presidente da APAE de Paraíso, Alessandro Morandini, o momento foi uma ótima oportunidade para receber a todos no que ele definiu como uma "luta uníssona para a melhoria da qualidade de vida e dos serviços que são prestados para estes usuários da APAE que tem deficiência intelectual em São Sebastião do Paraíso". Segundo ele, o momento é para que essas ações venham a ecoar e fazer valer a nível Brasil.
"Por que não sonhar alto? Temos que sonhar. Cidadania tem que ser exercida por todos, indistintamente. Esse trabalho que tem sido realizado pelas APAEs em Fóruns Regionais é muito importante para que venhamos a conscientizar gestores públicos e familiares, até porque essa famílias precisam saber dos seus direitos e deveres e também aqueles que são atendidos, precisamos ouvir os seus anseios e é isto o que este fórum se propõe", ressalta. Morandini avalia ainda que na maioria das vezes as leis para garantir os direitos dessas pessoas existem, mas não são cumpridas. "Isso acontece ou por falta de informação ou porque os municípios não têm condições e estão sem dinheiro, mas alguma coisa nós temos que fazer e em Paraíso está sendo feito, há muita gente boa envolvida e tenho certeza que os resultados virão", completa.
Estiveram presentes representantes da Câmara Municipal, entre eles os vereadores Luiz de Paula e Cidinha Cerize. Para Luiz, que não poupou elogios pela ação da APAE de Paraíso, a equipe desempenha "suas funções com excelência por uma boa causa cuidando dessas pessoas que são muito especiais, pessoas puras, que têm muito amor no coração e se todas as pessoas do mundo tivessem o coração que essas pessoas assistidas pela APAE têm, ele seria muito melhor".
Cidinha disse que foi uma alegria muito grande poder participar do Fórum discutindo as políticas para os deficientes e levantando propostas. "Acho que muito tem se feito, mas ainda tem muito a se fazer e precisa do envolvimento de todos, da sociedade e do poder público para que realmente nós possamos não ter novas leis, mas as que já existem sejam cumpridas beneficiando a quem elas assistem".
Quem também esteve presente foi o ex-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Marcos Vinícius Aloíse, que disse que "estava faltando essa "cutucada" na ferida, no problema, e colhemos bons frutos e vamos esperar pela regional e depois pelo Fórum Estadual para ver o resultado para o nosso município", disse.
O servidor municipal, Aparecido Vieira, destacou que o fórum foi muito válido e que serviu para que ele pudesse ampliar seus conhecimentos a cerca do assunto.  "Meu Trabalho de Conclusão de Curso foi sobre a APAE, eu achei que sabia o suficiente sobre, mas aprendi muito com este Fórum. Em relação a avanços, como eu trabalho na área da educação há bastante tempo, vi alguns avanços, mas ainda tem muito a ser melhorado e esse Fórum nos mostra o que precisar ser trabalhado e qual o caminho a seguir", destaca.
De acordo com o coordenador do programa "Eu Sou a Mudança", realizado em parceria entre Secretaria de Segurança Pública e APAE, Leonardo Cáceres Gaspar, ele tinha uma visão diferente das pessoas com necessidades especiais e que mudou muito no contato por meio do programa que hoje coordena.
"Eu pude ver a vontade e a garra que eles têm, claro que cada um tem a sua limitação. Esse trabalho tem sido muito importante para a vida desses assistidos, assim como para mim. No programa eles levam essa bagagem da responsabilidade, cidadania, da inclusão, de estarem e serem iguais aos demais e o intuito é este mesmo, trabalhar cada indivíduo de uma forma diferente e valorizar questões morais e ética e que ele possa ser bem visto e produtivo na sociedade nos dias de hoje", ressalta.
Para a assistente social do INSS, Meire de Souza Neves, o momento é de parabenizar a toda a equipe pela organização e condução do Fórum promovido pela APAE. "É uma proposta muito importante para o município, uma vez que abre a oportunidade de avaliar o que melhorou e o que precisa ser melhorado dentro do âmbito das políticas públicas, do apoio das famílias, da sociedade civil, todos se unindo na questão da cidadania da pessoa com deficiência", destaca.
Segundo Meire, embora estejamos no século XXI e que tenha havido muitos avanços no que se diz respeito a estatutos, normas e decretos, ainda há muito preconceito e discriminação, tanto no âmbito da família quando na sociedade. "Leis há muitas, mas precisam ser concretizadas. O Fórum é a oportunidade tanto para se ouvir das pessoas que enfrentam esses problemas no seu cotidiano, quanto às autoridades, das famílias e das equipes que assistem a pessoas com deficiência e, principalmente, a pessoas com deficiência que teve a oportunidade de ter voz e ser ouvida", completa.
Já para a coordenadora do Programa Autodefesa,  Auto-gestão e Família, Gisele Lima, o principal objetivo foi justamente fomentar através de discussões o que é a necessidade da pessoa com deficiência intelectual e de sua família juntamente com as pessoas que poderão oferecer recursos e serviços - as autoridades - para a melhoria da inclusão e inclusão de fato desta pessoa na sociedade. "Diante das leis que já existem, dentro delas o que foi abordado foi educação, transporte, mercado de trabalho e a vida política das pessoas com deficiência", destaca.
Para a coordenadora da APAE, Ana Maria Reis, é através dos Fóruns que se pode discutir, analisar e avaliar as políticas públicas para as pessoas com deficiência no intuído de buscar oferecer a elas melhor qualidade de vida para incluí-las de fato na sociedade como cidadão que têm direitos e deveres.
"O Fórum cumpre o papel de levantar questões importantes para que possamos mobilizar autoridades competentes para a criação de políticas públicas para a pessoa com deficiência. Foi por meio de Fóruns que foi criado, por exemplo, a lei de inclusão", completa. Entre as proposta levantadas, que devem ser levas ao Fórum Regional das APAES em breve, está melhorias no transporte, acessibilidade e garantia de direito na inclusão escolar.

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