MORTOS

Cabeças de animais mortos chamam a atenção de estudantes na Praça da Igreja do Rosário

Por: João Oliveira | Editoria: cidades | 09/05/2018 | Visualizações: 1937

- Foto de Reprodução

Uma cena estranha chamou a atenção de um grupo de estudantes de enfermagem que passava pela Praça da Igreja do Rosário, na Vila Mariana, segunda-feira. No local, três cabeças de animais mortos estavam jogadas junto aos canteiros da praça. A princípio acreditou tratar-se de cabeças de cachorro, mas devido ao estado não foi possível identificar a veracidade da informação.
O caso suscitou varias discussões em rede social após uma das pessoas que presenciou a cena ter postado as imagens. "Deparamosnos com uma cena deplorável na praça: três cabeças de cachorro, todos com o mesmo estereótipo, aparentando ser cachorro de grande porte, não apresentavam sinais de estar em decomposição nem mau cheiro. Autoridades da nossa cidade o que está acontecendo", questionou.
A presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (CMPDA) e fundadora na ONG Anjos de Resgate, Vânia Mumic, informou que até então não havia tomado conhecimento da situação, mas que iria apurar se realmente se trata de algum animal doméstico. "Se ficar constato que se trata de cachorro, iremos registrar a ocorrência e buscar todas as medidas cabíveis para responsabilidade quem tenha feito isto", completou.


MAUS TRATOS
Recentemente, vários casos de maus tratos contra animais têm sido registrados em São Sebastião do Paraíso, o último, inclusive, terminou com a prisão do suspeito, que após ter sido flagrado por testemunhas tentando matar um cachorro enforcado, foi abordado pela polícia e detido. O homem chegou a negar, mas caso está sendo apurado pela justiça.
Conforme avalia a presidente do CMPDA, a situação em relação aos maus tratos em Paraíso ainda é bastante séria. "Paraíso ainda tem uma cultura de que o animal foi criado para benefício do homem, para seu divertimento e não se vê nele um irmão, um ser com alma. Ainda há muitos casos sérios de maus tratos, haja vista os casos de estupro que já foram registrados e outros que tomamos conhecimento", destaca.
Para Vânia a criação do Conselho foi um passo muito importante para se trabalha a situação no município e ele tem contado com apoio da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da própria Vigilância em Saúde. "Porém, a questão dos maus tratos tem que ser vista com muita responsabilidade, às vezes as pessoas usam isso como espécie de vingança e eu mesma já fui acusada várias vezes porque tenho animais que fazem barulho no quintal. Todavia, que existem muitos casos reais, isso é inegável e o Conselho vem justamente para punir os responsável caso aconteça e, na minha concepção, o pior mau trato é o abandono, que gera todos os outros", completa Vânia.

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