GREVE

Proposta do governo em vez de pôr fim à greve fortaleceu o movimento, dizem caminhoneiros

Por: João Oliveira | Editoria: transporte | 25/05/2018 | Visualizações: 3783

- Foto de Reprodução

A paralisação nacional de caminhoneiros, deflagrada na segunda-feira (21/5), entra em seu quinto dia e já tem causado reflexos sérios por todo o país. O Governo Federal anunciou na noite de ontem, quinta-feira (24/5), proposta para suspender a greve por 15 dias assumindo compromisso de zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustível) e fazer com que a Petrobrás mantenha a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias durante 30 dias. Porém, categoria não aceitou e paralisação segue por nesta sexta-feira.
De acordo com o presidente da Associação de Assistência dos Proprietários de Veículos Automotores de Paraíso (Aproves), Joaquim Assis de Morais, a proposta não é suficiente para a categoria e apenas fortaleceu o movimento que vem ganhando apoio de todos os setores. 
Em Paraíso, na tarde de ontem (24/5), condutores de van fizeram carreata em prol ao movimento, e a noite mototaxistas, caminhoneiros e condutores de veículos leves também promoveram outra grande carreata. Proprietários de ônibus anunciaram que também devem se manifestar na tarde desta sexta-feira (25/5) percorrendo ruas e avenidas em Paraíso.
“Nós repudiamos a proposta, mas isso só fortaleceu o movimento. Aqui em Paraíso, pelo menos 500 caminhões estão parados nos postos de bloqueio, além dos que estão parados em garagens e outros locais. Estamos com bloqueios na MG 0-50; BR 491 e BR 265, além da LMG-836 e saída para a Noca. Essa proposta, com suspensão da greve por 15 dias foi uma estratégia para esvaziar o movimento e se tivéssemos acatado, dificilmente voltaríamos com a força que estamos hoje. O ‘representante’ que o governo chamou para negociar e que anunciou a desmobilização, Diumar Bueno, não nos representa”, afirmou Joaquim Assis de Morais.
Entre as reivindicações da categoria, Joaquim Morais destaca que a única que pode fazer com que o movimento acabe é redução “real no preço do diesel”. Segundo defende, a proposta do governo traz mudanças insignificantes. Outra reivindicação é em relação aos pedágios, que segundo destaca o presidente da Aproves, é cobrado sobre eixo suspenso e a classe considera injusta. 
Segundo informações, em Minas Gerais rodovias estão bloqueadas em 66 pontos. Este número pode ser maior, tendo em vista que em determinados municípios bloqueios acontecem até mesmo estradas vicinais. 

 

REFLEXOS DA GREVE
Diante da greve nacional dos caminhoneiros, municípios têm restringido serviços e, devido à crise do abastecimento, priorizando apenas serviços essenciais como transporte de pacientes em situação de urgência e emergência. Em São Sebastião do Paraíso, a prefeitura anunciou decreto adotando essa medida e que está suspenso até que abastecimento seja normalizado serviços como transporte nas Secretarias Municipais de Obras, Educação e Segurança Pública.
A Santa Casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso, diante da situação, informou que já montou um plano de contingência para lidar com a situação até que a greve termine. Segundo informações, os atendimentos ainda não foram afetados, mas se começar a faltar medicamentos, o Hospital irá buscar onde tiver contido para não prejudicar a vida de quem depende do atendimento. Aulas nas redes estadual e municipal estão suspensas.
Nos mercados, prateleiras começam a ficar vazias e população tem se preparado para caso situação se prolongue por mais tempo. Além disto, combustíveis como gasolina, etanol e diesel, já está em falta em quase todos os postos de abastecimento.
Tem chamado a atenção, atos de solidariedade em apoio aos caminhoneiros nos locais onde estão concentrados nas rodovias no município de São Sebastião do Paraíso. Vez por outra se registra pessoas chegando com lanches, produtos alimentícios, e para higiene pessoal. 

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