DIA MUNDIAL DA AGUA

População é chamada a preservar meio ambiente

Por: Roberto Nogueira | Editoria: cidades | 25/03/2017 | Visualizações: 182

Evento reuniu centenas de pessoas para refletir sobre o Dia Mundial da Água em Paraíso - Foto de Denis Menezes

A Prefeitura de São Sebastião do Paraíso, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, realizou na quarta-feira,22, no Dia Mundial da Água, um evento voltado à revitalização das lagoas do San Genaro.  Através de um trabalho conjunto entre o Executivo, Legislativo, empresas privadas e a comunidade o objetivo é resgatar e oferecer à população um espaço com mais qualidade de vida. No entanto, os moradores das imediações foram
convocados a ajudar na colaboração para que as benfeitorias que forem realizadas sejam preservadas. O evento contou com a presença do prefeito Walker Américo Oliveira, do presidente da Câmara, Marcelo Morais, secretários de governo, vereadores e representantes de vários segmentos como a Polícia Militar, Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Copasa. Também estavam presentes estudantes da Rede Municipal de Ensino, Grupo Vida Ativa na Terceira Idade, além de agentes de saúde, funcionários públicos municipais e pessoas moradoras da comunidade.
Em pronunciamento a secretária municipal de Meio Ambiente, Yara de Lourdes de Souza Borges mencionou que esta data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) e é comemorada desde 1992. “Neste ano temos como tema “Águas Residuais” que são as aquelas que vão para o esgoto e que são originárias das nossas casas”, explica. A secretária disse que neste ano o município optou-se por fazer um trabalho de ação real revitalizando as lagoas do San Genaro. “Temos um projeto para ser implementado nesta área e se cada um fizer a sua parte teremos um resultado maior e melhor para todos que utilizam deste espaço”, anuncia.
Thales Silva é morador do bairro e foi convidado a falar sobre o projeto que pretende desenvolver no local. “Queremos a revitalização de toda a região e o primeiro passo e propormos soluções, reunirmos pessoas que estejam dispostas a resgatar isso aqui, através da limpeza das lagoas, retirar o mato, lixo, entulho e oferecermos o mínimo de qualidade de vida”, disse. Ele defendeu a necessidade de uma ação coletiva e o diálogo entre os poderes constituídos e a população.
Marcelo Morais conclamou as crianças a chamarem atenção de seus  pais, familiares e pessoas que fazem uso do local. “Importante colocar o lixo na rua no dia e na hora certa. Quando estiver chovendo aumentar os cuidados para que a enxurrada não leve embora. Temos que ter atitude e isso começa desde a não jogar no chão um papel de bala que seja”. Ele enfatizou que nem sempre a culpa pelos estragos existentes é da Prefeitura. “As pessoas têm que ajudar a cuidar e zelar porque o que é gasto para consertar sai do bolso de cada um, precisamos dar uma resposta”, comenta.
Para o prefeito Walker Américo Oliveira a Prefeitura está enfrentando os problemas da melhor maneira possível. “Temos desafios como os buracos nas ruas, lâmpadas queimadas, falta de remédio, mas uma das principais dificuldades que eram os salários atrasados dos servidores da ativa e aposentados, nós já solucionamos”, justificou. 
Sobre o Dia da Água ele mencionou que 48% dos municípios brasileiros possuem tratamento de esgoto e que Paraíso está dentro deste percentual. Ele também conclamou os moradores e os usuários a colaborarem para o processo de revitalização das lagoas. “Vamos juntos dar as mãos por uma cidade melhor”, concluiu.
Após os pronunciamentos houve apresentação do Grupo Vida Ativa. A Polícia Militar também instalou no local sua base comunitária e realizou panfletagem junto à comunidade. Equipes da vigilância em saúde iniciaram o processo de limpeza das lagoas que deverá prosseguir nos próximos dias com coleta de lixo, entulho e outros resíduos.


Águas residuais são foco do Dia Mundial da Água
O Dia Mundial da Água, celebrado neste ano na quarta-feira, 22 de março, é marcado neste ano por reflexões sobre o uso e disponibilidade de recursos hídricos em todo o mundo. Este ano, o tema que guia os debates é a coleta, tratamento e reuso de águas residuais, ou seja, da água descartada pela indústria, comércio, residências e agropecuária.. 
Apesar de impróprias para o consumo, as águas residuais são os recursos hídricos que podem ser utilizados para outros fins após tratamento. Segundo a ONU, os benefícios para a saúde humana e para o desenvolvimento e sustentabilidade ambiental são muito maiores que os custos da gestão dessas águas, fornecendo novas oportunidades de negócios.


REUSO DA ÁGUA
Mesmo não havendo dados globais mais precisos, sabe-se que parcelas significativas da água que é retirada dos mananciais ou derivada de redes públicas de abastecimento acabam se tornado águas residuais. Em 2016, no Brasil, o volume dessa retirada foi de 2.275 m³/s (metros cúbicos por segundo), segundo informações da Agência Nacional de Águas (ANA). Em São Sebastião do Paraíso, a Copasa (Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais) informa que o processo de tratamento de esgoto e que abrange a água consumida nas residências da cidade tem cerca de 100% de coleta e 41% de tratamento. 
De acordo com o engenheiro de produção da Copasa, Marlon César de Aguiar quanto à qualidade da água do esgoto tratada que está sendo devolvida ao meio ambiente ela está com 83% de limpeza. “Estamos trabalhando nos ajustes e manutenções para atingirmos 90% quando o exigido pelos órgãos ambientais é de 70%”, declarou. 
No ano passado, a ANA (Agência Nacional da Água) estima que o País tenha gerado 1.065 m³/s de águas residuais, relacionadas às seguintes atividades: abastecimento humano urbano (402 m³/s), irrigação (340 m³/s), indústria (277 m³/s), pecuária (27 m³/s) e abastecimento humano rural (19 m³/s). Parte dessa água é disposta no solo, de maneira planejada ou não, antes ou depois de receber tratamento. Ou seja, nem todo o volume de águas residuais gerado acaba disponível para reuso. 
Segundo informações de relatório mundial das Nações Unidas sobre o desenvolvimento dos recursos hídricos, já de 2012, as ocupações urbanas são a principal fonte de contaminações pontuais. A água residual urbana é um “elemento particularmente ameaçador quando combinada com resíduos industriais não tratados”, alerta a entidade.
A Organização das Nações Unidas (ONU) chama atenção para o desperdício: as águas residuais restantes do uso humano que se tornam, então, impróprias para consumo, podem ser reaproveitadas em atividades que não exigem água potável, como sistemas de aquecimento e resfriamento. Práticas como essa evitam o desperdício e são essenciais, pois, até 2030, a demanda por água deve aumentar 50%, o que exigirá mais esforços para melhorar os sistemas de coleta e tratamento de águas residuais e garantir o reaproveitamento máximo.
Individualmente, cada pessoa pode fazer sua parte para evitar o desperdício de recursos hídricos, como coletar água da chuva para atividades domésticas, de irrigação ou lavagem de veículos, por exemplo. A ANA destaca que, diante da escassez hídrica verificada em muitas regiões, antes mesmo de se pensar em reúso, deve-se dar preferência a equipamentos e processos que utilizem menor volume de água e que gerem o menor volume possível de águas residuais.

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