POLE POSITION

De olho na Red Bull

Por: Sérgio Magalhães | Editoria: esporte | 26/05/2018 | Visualizações: 3377

Daniel Ricciardo pulverizou os cronômetros em Monte Carlo e desponta como favorito a vencer o GP de Mônaco - Foto de Divulgação / Red Bull

Ter um carro confiável para aguentar as 78 voltas desgastantes do GP de Mônaco é tão importante quanto largar na frente.
Foi-se o tempo em que os carros de Fórmula 1 quebravam muito. Com o avanço da tecnologia e o emprego de materiais nobres na fabricação de peças, mais a necessidade de as “unidades de potência” (motores) terem que resistir a várias corridas – este ano cada piloto tem apenas três motores para as 21 etapas do campeonato com cada um tendo que durar 7 GPs – o número de quebras diminuiu bastante.
Mas Mônaco não perdoa. Se a parte mecânica já não é tanto problema, os guardrails punem qualquer erro de pilotagem.
Depois do banho que a Mercedes deu na Ferrari no GP da Espanha, tudo que a gente queria ver era uma corria numa pista comum para tirar a prova dos noves na relação de forças da Fórmula 1. Nas quatro primeiras etapas a Mercedes sofreu com a temperatura dos pneus que ora não aqueciam, ora superaqueciam, e a Ferrari passou a impressão de que desta vez seria a equipe a ser batida.
Mas em Mônaco a bola da vez pode ser a Red Bull. Tanto Hamilton, quanto Vettel afirmaram que esta será uma corrida difícil porque os carros da equipe austríaca deverão ser muito fortes. E já na abertura dos trabalhos no travado e estreito Circuito de Ruas de Monte Carlo (por tradição em Mônaco treina-se na quinta-feira e não na sexta), Daniel Ricciardo e Max Verstappen dominaram as duas sessões de treinos livres com Ricciardo pulverizando os cronômetros com 1min11s 841, marca jamais estabelecida nas ruas do Principado.
Pela primeira vez os novos pneus hipermacios, na cor rosa, os mais aderentes da gama de compostos da Pirelli estão sendo usados num final de semana de GP da Fórmula 1. E como a potência de motor não chega a ter forte impacto na pista de menor média horária do campeonato, o bom chassis da Red Bull, com esses pneus “chicletões”, colocam a equipe austríaca como grande favorita.
Resta saber como se comportará os carros da Mercedes com esses pneus pelo fato de o modelo W09 ter como tendão de Aquiles os compostos mais macios da Pirelli, principalmente em asfalto liso como o de Mônaco. E também a Ferrari que está sendo ‘vigiada’ pela Federação Internacional de Automobilismo por uma suposta irregularidade no sistema de recuperação de energia que estaria gerando de forma proibida mais potência no motor.
Suponha-se que ao retirar esta irregularidade encontrada numa das baterias que gerava mais energia que o permitido, mais a alteração que a Pirelli fez nos pneus especificamente para o Circuito da Catalunha, teriam causado tamanha falta de competitividade nos carros da Ferrari na Espanha.
Hamilton lidera o campeonato com 95 pontos contra 78 de Vettel, 58 de Bottas, 48 de Raikkonen,  47 de Ricciardo e 33 de Verstap-pen. 
Este será o 65º GP de Mônaco, prova que existe muito antes da criação da Fórmula 1, em 1950, mas que até hoje ninguém venceu tanto quanto Ayrton Senna, seis vezes (1987/89/90/91/92/93). Dos pilotos em atividade, Hamilton, Vettel e Alonso venceram a prova duas vezes cada. 


INDY 500
Amanhã tem 500 Milhas de Indianápolis, a 102ª edição da prova que marca a despedida oficial de Danica Patrick das pistas. Sete anos depois de deixar a Indy e transferir-se para a Nascar, ela volta para encerrar definitivamente a carreira de piloto e larga de um honroso 7º lugar no grid. Será um dia histórico para o automobilismo norte-americano. A largada será às 13h e três brasileiros estão no grid: Tony Kanaan, o promissor Matheus Leist, e Helio Castroneves que tentará vencer a prova pela quarta vez.

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