PARALISAÇÃO

Paralisação dos caminhoneiros em Paraíso chega ao fim 

Por: Roberto Nogueira | Editoria: transporte | 30/05/2018 | Visualizações: 7543

Aos poucos a paralisação foi sendo desmobilizada no fim da manhã de quarta-feira (30/5) - Foto de Roberto Nogueira / Jornal do Sudoeste

Depois de dez dias consecutivos de braços cruzados e parados as margens das rodovias e outros locais próximos, a paralisação dos caminhoneiros chegou ao final na manhã de quarta-feira (30/5). Por volta das 10 horas lideranças do movimento concordaram em liberar todos os motoristas que quisessem seguir viagem. De acordo com Joaquim Assis de Morais, presidente da Associação de Proprietários de Veículos Automotores de Paraíso (Aproves) a decisão de suspender o movimento se deu “pelo cansaço da turma”. Desde a tarde de ontem (29/5), o trânsito de veículos leves e inclusive de caminhões já vinha transcorrendo normalmente.
Aos poucos a paralisação foi sendo desmobilizada no fim da manhã de quarta-feira (30/5), na MG-050 e também na BR-491 os dois pontos de concentração dos caminhoneiros. Postos de vigilância e de bloqueio também foram montados durante a greve na BR-265, LMG-836 e até em estradas vicinais como a que dá acesso a Capetinga, Cássia e Franca, via da estrada da Noca. “Vamos para casa, mas acredito que fizemos a nossa parte”, disse o motorista José Evandro dos Santos, que seguia com destino a Campinas (SP). 
Aliviado o caminhoneiro Francisco Donizete Justino, de Belo Horizonte comentou que está com saudades da família. “A distância de casa este tempo todo foi o que pesou, mas vou embora com sentimento de dever cumprido, poderia ter durado mais, ou outras categorias deveriamn ter parado junto com a gente, mais valeu”, disse. Saindo sentido Passos, o motorista de caminhão Geraldo Salazar afirma que “mais uma vez mostramos a nossa força, só temos a agradecer”, relata.
Para o presidente da Aproves, Joaquim Assis de Morais, o fim da greve foi confirmado pela manhã. “O pessoal estava exausto, cansados demais depois de todos estes dias longe de casa”, justificou. Ele ressaltou que a luta da categoria foi válida e não foi em vão pelas conquistas já anunciadas. “Mesmo que algumas medidas ainda não estejam sendo praticadas ainda valeu o empenho e a luta de todos, saímos de cabeça erguida”, avalia.
O sindicalista criticou o que chamou de intransigência do governo. Faltou compreensão da parte lá de cima e eles resistiram em não nos atender principalmente em relação a redução do preço do diesel” comenta. Segundo Joaquim se a redução do preço ocorresse considerando o valor de R$3,46 a greve nem teria se estendido. “A intenção era que o preço ficasse em torno de R$2,80 a R$3,00 o litro do diesel seria algo razoável”, compara.
Joaquim Assis agradeceu a todos que se empenharam e apoiaram a categoria. “Não imaginava e nem estávamos preparados para ficar tanto tempo assim. Foi graças ao apoio dos motoqueiros, perueiros, da população em geral, tivemos comida, banho, banheiros foi montada uma ampla infraestrutura para atender a todos que estavam conosco ali mobilizados, fica o meu muito obrigado a todos”, concluiu.

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