DOS LEITORES

Patrícia Barbosa, a Rosa...

Por: Redação | Editoria: cidades | 02/06/2018 | Visualizações: 1632

- Foto de Reprodução

Dizer o que, eis uma  doce criatura! 
Pouco estive ao seu lado, mas o suficiente para sentir a bravura de seu gingado, a doçura de um jeito tímido e calado. Partiu assim, reforçando  o inusitado, sem dores, sem gemidos, apenas um grito abafado e doce  em seu reinado! 
Como não se curvar diante de tamanha meiguice?
Quem sentiu as meninices  de seu lado mãe, soube apreciar bem mais , onde ela tocou, fez nascer a paz! 
Quem sou, para traduzir alguém?
Apenas uma passageira sem licenciatura, que tive a honra e o privilégio de conversar por alguns minutos, de estar a seu lado, sentindo as  branduras de seu vulto e indo além, sorrimos como ninguém! 
Não posso mensurar a dor dessa partida, uma saída improvisada, um desapego retomando as noites caladas! Deixa irmãs amadas! 
Um pai e uma mãe, exemplo de dedicação e guerreiros pela própria reverência a vida, uma família unida! 
Deixa um filho, fruto de seu existir! 
Ainda que os ventos uivem na madrugada, seu filho entonará a canção de ninar que aninhou noites enluaradas! 
Aqui, se fez notar pela sabedoria e tenuidade do andar, frágil e bela em seu olhar! 
Afinal, ela não se foi, como  prelúdio de uma música que se anuncia, partiu, mas estamos em sua companhia! 
Os bons se exaltam  na soberania de suas vocações , e Patrícia, tão fiel às intenções de filha, parte sem sentir as agruras de uma dor amarga, parte angelical e iluminada, parte despojada de vaidades terrenas, parte serena!
Quando a partida se apresenta de forma súbita, há um chamado celestial urgente, um bramir dos anjos lastreando  as lentes da posteridade,  Jesus a chamou. Há uma urgência na sua chegada, que o reino aclama com devoção quem ela mais amou! Aqui na terra, permanecem seus parentes e amigos, abarcando o universo que ela semeou, colhendo os frutos que plantou! 
Um tempo emprestado vivemos, e Deus em sua infinita misericórdia revestirá a família de conforto, afinal, todos um dia morreremos! 
Não existe  morte na acepção inexorável  que se hiberna, mais um desaperceber do corpo nesse universo, um desgarrar da Alma em busca da mansidão eterna! !
Descanse em paz doce Patrícia!!!
Helena Aristoff Advincula

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