VISITA

Superintendente estadual de políticas sobre violência contra a mulher visita Paraíso

Por: Heloisa Rocha Aguieiras | Editoria: justica | 26/03/2017 | Visualizações: 135

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A superintendente do Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, da Secretaria Estadual dos Direitos Humanos de Minas Gerais, Isabel Lisboa, visitou São Sebastião do Paraíso, a convite do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, como parte da programação do Mês Internacional da Mulher, que é março.
Isabel proferiu palestra às integrantes do Conselho e população e disse que, apesar de a sociedade necessitar de muito mais, houve evolução dos direitos da mulher. “São pouco mais de cem anos do Dia Internacional da Mulher (comemorado todo ano no dia 8 de março), que conta uma história de luta mais organizada das mulheres, historicamente é pouco tempo. Faz menos de cem anos que conquistamos o direito de votar e de ser votadas, e dez anos de ‘Lei Maria da Penha’ que coibiu 10% da violência contra a mulher”, comparou a especialista.
Isabel relata que os casos de violência têm sido mais denunciados pelas envolvidas. “Muitos me perguntam se não está aumentando o número de casos de agressão contra a mulher. No meu entendimento não. Estão ficando mais visíveis e públicos. Fatos que as famílias escondiam, com o lema ‘em briga de marido e mulher ninguém mete a colher’, agora todas nós metemos. Nossa luta avançou, temos muito que avançar e estamos no caminho”, diz Isabel.
A superintendente diz que tal avanço se dará de forma definitiva com a garantia dos direitos adquiridos e isso ainda não existe. “Precisamos de políticas públicas integradas com o governo federal, estados e municípios. Isso é fundamental para a manutenção dos diretos e conquistas de outros. Em se tratando da violência é fundamental que comecemos a trabalhar com os homens, que precisam entender que não são donos das mulheres, necessitamos de mais ações educativas com nossos jovens; meninos podem brincar de boneca para que até entendam como será ser pai”, relaciona.
TABUS
A descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia continuam sendo dois temas tabus em todas as esferas de discussão, incluindo as governamentais e faltam políticas públicas sobre esses assuntos. Essa é uma realidade que a superintendente Isabel Lisboa diz que é preciso mudar. 
“O aborto é um direito e uma opção da mulher. A criminalização coloca a mulher na clandestinidade; inclusive, impede a coleta estatística sobre o assunto. Antigamente o aborto era feito com agulha de tricô, atualmente com medicamento; isso leva milhares de mulheres à morte. A questão precisa ser discutida, em todos os âmbitos, inclusive o religioso, sem cinismo. É preciso enfrentar esse assunto, inclusive com homens que atuam diretamente para que a mulher opte pelo aborto, quando não assumem paternidades”, reflete Isabel.
Ela classifica a questão da homofobia como “absurda”. “São todas mulheres: transexuais; bissexuais; lésbicas e heterossexuais. A homofobia é perversa, dissemina o ódio. O Conselho Estadual da Mulher tem a primeira transexual. Volta a necessidade da Educação, é necessário que as escolas trabalhem com a questão da ideologia de gênero, isso não vai transformar a orientação sexual de nossas crianças, todos podem ficar tranquilos quanto a isso”, finaliza.

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