SAÚDE ANIMAL

Observar, aprender e desfrutar...

Por: Rogério Calçado Martins | Editoria: saude | 10/06/2018 | Visualizações: 1576

- Foto de Reprodução

De acordo com inúmeras pesquisas divulgadas em todos os países do mundo, a aquisição de animais de companhia (cães, gatos, peixes, pássaros, répteis, etc) aumenta de forma incrível dentro dos lares. Apontam essas pesquisas que esses números superam desde novos matrimônios até a concepção de filhos. Se encararmos através de análise ‘crua’, veremos que, dado às circunstâncias de relacionamento nos tempos atuais e em termos de comparação, realmente as pessoas pensam que animais têm grandes chances de trazer menos aborrecimentos do que seres humanos convivendo entre si.
Você, que tem algum bichinho, já parou para analisar o quanto aprende com ele? Pois bem, passe à enxergar o que está bem diante de seus olhos.
Animais nos ensinam tudo: desde o senso de responsabilidade (pois são seres extremamente dependentes de nosso carinho e também de nossa boa vontade em alimentá-los, dar-lhes água e levá-los para passear) até mesmo amenizando muitos de nossos sofrimentos.
Vários pais adquirem filhotes de animais para seus filhos com o objetivo de criar-lhes senso de responsabilidade. Isso é fato verídico, pois essas crianças tornam-se mais atenciosas, mais calmas e mais flexíveis quanto à suas tarefas escolares e domésticas, inclusive com relatos de terem ficado mais “obedientes”.
Quanto à alimentação, os animais não cometem desperdício, comem apenas o que lhes dá saciedade, mostrando-nos como realmente deve ser feito. Sem contar a higiene. Já reparou que, exceto quando doentes, eles não defecam ou urinam próximos do local onde dormem ou comem?! E quanto à higienização pessoal dos gatos, já parou para analisar? Eles se lambem sempre que voltam de um passeio, antes de se deitar ou quando se sentem sujos. E os banhos que os pássaros dão em si mesmo?
Há também as ocasiões de dor e sofrimento. Quando nossos bichinhos adoecem ou morrem, aprendemos à nos sentir em luto e isso pode nos ajudar futuramente quando tivermos que enfrentar tal situação relacionado à um parente ou amigo. Animais também ficam de “luto”. Eles realmente sentem que um companheiro está doente ou por falecer, seja ele de qualquer espécie, inclusive o homem. Geralmente ficam cabisbaixos, muito quietos e alguns chegam à uivar ou mesmo dar suspiros.
Portanto, amigos, aproveitem o máximo a convivência com seu amiguinho. Extraia dele toda a sua essência, mas deixe que ele também extraia a sua. Lembrando que para qualquer animal o que importa mesmo é desfrutar da companhia da sua matilha, ou seja, de seus donos; o que também deveria ser seguido pelos próprios seres humanos: desfrutar da companhia uns dos outros. 


* ROGÉRIO CALÇADO MARTINS – médico-veterinário – CRMV/MG 5492
* Especialista em Clínica e Cirurgia Geral de Pequenos Animais (Pós-graduação “lato sensu”)
* Membro da ANCLIVEPA (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais)
* Consultor Técnico do Site  www.saude animal.com.br
* Proprietário da Clínica Veterinária VETERICÃO (São Sebastião do Paraíso/MG)

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