REFORMA

Diocese deve reformar Instituto Monsenhor Felipe, mas destinação ainda é incerta

Por: João Oliveira | Editoria: cidades | 24/06/2018 | Visualizações: 7601

- Foto de Wilian Jackson FOTO e VÍDEO

Em dezembro, representantes da Mitra Diocesana de Guaxupé estiveram em Paraíso para vistoriar o prédio do Instituto Monsenhor Felipe, situado na avenida Ângelo Calafiori, quando foi anunciado a intenção de reformar o imóvel. Segundo informou a assessoria da Diocese, neste ano, foi realizado um levantamento arquitetônico do imóvel por um engenheiro civil com todos os detalhes necessários para o desenvolvimento de um projeto de restauração do prédio.
De acordo com a Diocese de Guaxupé, proprietária do imóvel, a atual situação é de tratativas para a elaboração do projeto de restauração do imóvel, respeitando os trâmites internos da instituição e suas prioridades, já que se trata de uma instituição eclesiástica que abrange 41 municípios e 11 distritos no Sul e no Sudoeste do estado de Minas Gerais. “A fim de promover uma utilização viável as suas atividades, a Diocese de Guaxupé, em uso de seus direitos, ainda não deliberou por seus representantes canônicos e legais e seus conselhos a qual finalidade se destinará o prédio”, completa.
Em dezembro, os vereadores Luiz de Paula e Vinício Scarano, integrantes do Patrimônio Histórico Cultural do Município e representantes da Mitra, estiveram no local para visitar as instalações do prédio. À época, o vereador ressaltou a boa estrutura do patrimônio pertencente à Igreja. Segundo informou o vereador, o prédio, que possui 20 salas na parte térrea e outras 20 no andar superior, estava em ótimo estado, necessitando apenas de uma restauração.
Em outubro de 2017, representantes da Prefeitura reuniram-se com membros da Mitra em Guaxupé para avaliar a possibilidade de utilização do prédio. A intenção do município era a de obter a autorização e de em parceria com alguma instituição, reformar a construção e implantar no local o Museu do Café. As partes ficaram de retomar as conversações que não evoluíram além do primeiro encontro. Recentemente, cogitou-se a implantação de uma faculdade, porém, conforme informou a Diocese, uso do prédio não foi deliberado por seus representantes canônicos e legais e seus conselhos.


O INSTITUTO
Segundo registros históricos, o prédio do antigo Instituto Monsenhor Felipe teve a sua pedra fundamental lançada em janeiro de 1941. O local serviu durante muitos anos após a sua inauguração como orfanato mantido pela igreja, acolhendo meninas. Por muitos anos a construção ficou sob a responsabilidade da Paróquia de Nossa Senhora da Abadia. 
Entre os anos de 2013 e 2014 foram desenvolvidas ações voltadas a limpeza e preservação do local. Denúncias levaram a Vigilância Sanitária a ameaçar interditar o prédio, que chegou a abrigar em suas salas órgãos como o Alcoólicos Anônimos, a Funasa, além de algumas repartições da Prefeitura no início dos anos 2000. Na época foi realizada uma limpeza e dedetização do local que foi lacrado para evitar a proliferação de pombos e outros animais transmissores de doença, já que o prédio ficou por algum tempo praticamente abandonado.
A Mitra Diocesana providenciou a limpeza do lugar e fez o isolamento de portas, janelas e outros acessos. O local também passou por um processo de tombamento como patrimônio histórico do município, conforme o Decreto Municipal de janeiro de 2009. A Diocese consentiu o tombamento desde que fossem mantidas algumas características. Tudo sem mudanças internas na volumetria dos prédios em questão.

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