AUMENTO

Arsae autoriza aumento na conta de água e esgoto na faixa de 4,31%

Por: Roberto Nogueira | Editoria: cidades | 01/07/2018 | Visualizações: 1753

Cobrança da tarifa de esgoto incide sobre o tratamento de água que será reajustada no próximo mês - Foto de Arquivo

Clientes da Copasa de São Sebastião do Paraíso devem se preparar para pagar mais caro a conta de água. A partir de 1º de agosto as faturas de água e esgoto da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) terão um reajuste médio de 4,31%. O índice foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG) publicado na edição deste sábado 30 de junho do Diário Oficial Minas Gerais. A nota técnica que detalha o cálculo está disponível no site www. arsae. mg.gov.br.
Conforme a agência, os valores levam em consideração a capacidade de pagamento dos usuários da Copa-sa, mantendo o patamar de comprometimento da renda abaixo de 3%. Seguindo as definições da revisão realizada em 2017, que trouxe mudanças na estrutura tarifária, a conta aumenta em cada faixa de consumo conforme a água é utilizada em cada categoria (residencial, comercial, industrial ou pública). Também foram alterados os impactos das tarifas de esgoto coletado e de esgoto tratado, o primeiro passa a representar 37,5% em relação ao valor da água e o segundo 95%.
Com isso, usuários residenciais com água, coleta e tratamento de esgoto e que consomem 10 m³ (10 mil litros) mensais, deixam de pagar contas de R$ 68,41 e passam a pagar R$ 72,93, um aumento de R$ 4,52. Já os moradores com o mesmo perfil de consumo, mas cadastrados na Tarifa Social, que pagavam R$ 32,71, terão fatura mensal de R$ 34,95, o que representa 52% a menos do que os usuários que pagam a tarifa residencial normal. Em Paraíso uma faixa da população paga uma taxa diferenciada na conta de água porque uma das Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) construída na cidade não está funcionando devidamente e a cobrança é feita somente pelo transporte dos resíduos. Outra parte da população já paga a conta completa que incide sobre a tarifa de água o tratamento de esgoto. 
De acordo com a Arsae-MG, os valores levam em consideração a capacidade de pagamento dos usuários da Copasa, mantendo o patamar de comprometimento da renda abaixo de 3% que é o padrão sugerido pela ONU (Organização das Nações Unidas), além de estimular o consumo consciente dos recursos hídricos. 
A Agência definiu que os beneficiários da Tarifa Social, ou seja, os consumidores residenciais, inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) e com renda per capita mensal familiar menor ou igual a meio salário mínimo, não perdem mais o benefício por inadimplência.


PERFIL DE CONSUMO
O consumo médio de água por residência é de 9,47 m3 e quase 85% das economias estão nas categorias Social e Residencial, consumindo até 20 m3 (20 mil litros), correspondendo a cerca de 70% do fatura-mento da Copasa.

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