ELY VIEITEZ LISBOA

Deteerminismo versus persistência

Por: Ely VIeitez Lisboa | Editoria: cultura | 30/06/2018 | Visualizações: 767

- Foto de Reprodução

A celeuma é antiga. Rousseau afirma que o homem é bom, nasce puro e a sociedade o corrompe, Hobbes já dissera que o nosso herói vem ao mundo com toda sua carga de bestialidade, herdada das cavernas; só a sociedade pode lapidar esse diamante bruto, amestrar o animal feroz, fazê-lo realmente humano, gregário, sociável, digno.
Outras problemáticas surgem. Ele é fruto do meio? Depende de sua herança genética, contra a qual a educação nada pode? Ou, contrariamente, a educação tem a força que corrige, abranda, enobrece. E o contrário? Impossível fugir da influência do meio ambiente? Quem nasce nas favelas será, quando adulto, analfabeto e/ou traficante?
Há os sociólogos de botequim que já falam em determinismo social. Evidentemente, as lutas, as oportunidades serão mais ou menos difíceis para os que vêm da classe pobre. Mas por que   certos meninos pobres, pardos, de cor ou brancos, de famílias numerosas, paupérrimas  derrubam barreiras, vencem? Ao contrário, crianças de famílias abastadas tornam-se   profissionais medíocres, pessoas desajustadas, infelizes?
Os matemáticos da vida, preocupados com porcentagens e números, tentarão simplificar. No entanto, na vida, no universo humano, nada é simples, tudo é mistério. Qualquer tentativa de explicação científica, lógica, é uma falácia.
Outro ponto preocupante é a maldita globalização. Tudo é plural, similar, influenciado pelos meios de comunicação. Urge redescobrir os valores nobres perdidos, sonhos, ideais e filosofias que estimulem,  no ser humano, o que ele tem de melhor. Ninguém nasceu para ser erva rasteira, pequeno, medíocre. Qualquer homem ou mulher, se vasculhar seu interior, vai descobrir o dínamo que lhe dará força e coragem para reconquistar a grandeza perdida, ou almejada. A matéria-prima já se nasce com ela. É própria da condição humana. O resto virá por acréscimo, dependendo do esforço,  da persistência, da vontade férrea de cada   um. 
Deus não criou um mundo belo, para   colocar nele simulacros de homens. Na sua onisciência Ele deve permitir que os homens, se quiserem,  resgatem sua essência de semideuses.


Vieitez Lisboa é escritora.
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