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Tudo bem

Por: Fernando de Miranda Jorge | Editoria: cultura | 05/07/2018 | Visualizações: 2110

- Foto de Reprodução

Oi, tudo bem? Deve ser a expressão mais usada no meio da comunicação geral: escrita, verbalizada, tanto na pergunta quanto na resposta. Infinitamente profunda, se se pergunta tudo bem o quê? Não se limita. São todas as situações. Na resposta, nem tanto: é, tudo bem..., apesar de não estar tudo bem, mas na resposta é mais falsa. 
Às vezes, não está tudo bem, não pode estar, mas vá lá. É, tudo bem, responde. Outros, sabiamente, nem perguntam se está tudo bem, porque se não o interlocutor explica e vai muito além do objetivo da pergunta: É, está tudo bem, mas poderia estar melhor. 
E por aí vem uma enxurrada de respostas e colocações desnecessárias.  Nem sempre responde àquela do seu interesse em perguntar e, na maioria das ocasiões, perde o sentido em se perguntar e cai na mesmice. 
Pode ser também um início de conversa. Aí, a resposta não tem significado nenhum. Aposto que você, leitor, já vivenciou tudo isto e está entendendo. Ou não? Meio circuncisfláutico - que não se conhece ou não se compreende, misterioso, obscuro. 
Por que as pessoas não se limitam no "Bom Dia", e pronto? 
Um bom dia, sim, e já está de bom tamanho, especificamente sobre o seu dia e, com certeza, surgirão outras consequentes interações. 
Sei não. Acho que a expressão "tudo bem" é muito utilizada para encurtar conversas e não para dizer o que não quer dizer, ou que vai dizer. 
Tudo bem pra cá, tudo bem pra lá, mesmo não estando dentro da curva. Tudo bem? E você nunca terá a resposta correta. Oi! Opa! Olá! E aí!


FERNANDO DE MIRANDA JORGE
Acadêmico Correspondente da APC Jacuí/MG
fmjor31@gmail.com

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