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Despertar cultural para escrever

Por: Fernando de Miranda Jorge | Editoria: cultura | 11/07/2018 | Visualizações: 2040

- Foto de Reprodução

Abrir as portas, a cabeça, a inteligência e a referência. Esta foi minha aposta desde muito, na convivência intelectual com o jornalista de opinião internacional e editorialista (mais de 20 mil editoriais) Dídimo Paiva, para aprender a escrever, conhecendo a acerbidade e aflição de um editor dentro de uma redação de jornal. Vivi agarrado ao jornalista internamente nas redações estruturais do Jornal O Estado de Minas, nas instalações da Rua Goiás com a Rua da Bahia, acompanhando sua labuta diária na preparação, montagem e fechamento do diário, a primeira página e a espera da determinação do Editorial - a opinião do jornal, Notas do Dia e as Cartas para a Redação (esta a coluna mais concorrida do jornal, com interferência de escolha até de um diretor), expectativa - era o melhor da aprendizagem. 
Enquanto vários cadernos já haviam sidos fechados, era chegada a hora do papo no cafezinho na Gruta Metrópole, logo ali em frente e próximo do Cine Metrópole. E o aprendizado não tinha fim: a conversa girava em torno do cotidiano e no que editar, notícias oriundas da "Agence France-Presse (AFP), AFP Forum e A Associated Press ou AP: Especiais+Fotos+Últimas notícias + Editoriais + Copa +Direitos Humanos +Economia +Educação+ Geral+ Internacional+ Justiça+ Política+ Saúde, e continuava até a desoras, altas horas da noite. Naquela época, como até há pouco tempo, funcionava assim. A conversa continuava na sua residência, na gostosa rua São Domingos do Prata, bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte. 
Conviver é ou não é aprender? Conviver, direito de aprendizagem e desenvolvimento... Foi assim com Dídimo Paiva por muito tempo, vivendo e aprendendo, lendo tudo o que ele escrevia, seus inteligentes artigos, seus editoriais. Por conseguinte, com a minha persistência e a insistência dele, continuei como seu aprendiz... até que num dia qualquer, ele lá e eu cá, o Mestre Dídimo, vendo alguns textos meus, lascou: "Até que enfim aprendeu escrever". E, mais tarde, em uma dedicatória, me chamou de caro primo - amigo - e colega! 
Quanta honra! Hoje, não consigo escrever sem pensar no jornalista e amigo. Assino meus artigos com tremenda responsabilidade sob o título de Acadêmico Correspondente, a mim conferido pela Academia Parai-sense de Cultura: mais uma enorme honra!


FERNANDO DE MIRANDA JORGE
Acadêmico Correspondente
da APC Jacuí/MG
fmjor31@gmail.com

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