GREVE

Professores e servidores da educação de Minas mantêm greve estadual

No estado categoria está irredutível e luta também pelo pagamento do piso salarial

Por: João Oliveira | Editoria: educacao | 28/03/2017 | Visualizações: 880

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Em assembleia geral realizada no final da tarde de terça-feira (28/3), professores e servidores da Educação do Estado de Minas Gerais decidiram por unanimidade manter a greve que teve como estopim o anúncio da reforma da previdência. A categoria é totalmente contrária a proposta e também luta pelo cumprimento de acordo com o Estado que encerrou greve dos servidores em 2015, que entre as reivindicações estava o reajuste do piso salarial para as oito carreiras da educação e que não foi cumprido.
De acordo como o coordenador do Sind-Ute/MG em São Sebastião do Paraíso, Reinaldo Cesário, o trabalho de conscientização e as mobilizações têm seguido em ritmo lento, por estar trabalhando diretamente com a população, mas é um trabalho que tem sido sólido. “As pessoas têm entendido a sua situação e o que elas vão perder. Entenderam que os deputados federais são aqueles que vão votar; estão à sua maneira cobrando o voto em favor do povo contra a reforma. O governo demonstrou não ter segurança na aprovação da PEC, por isso não colocou em plenário sua votação, isso foi uma conquista nossa. Já no Governo de Minas houve avanços e terá outra reunião para esta segunda, 3 de abril”, conta o servidor.
Em São Sebastião do Paraíso e região, cerca de 80% dos profissionais ligados a subsede do Sind-Ute aderiram à paralisação e a greve continua por tempo indeterminado. Na próxima quinta-feira dia 6, está prevista nova assembleia. Na final da tarde de quarta-feira (29/3), aconteceram duas assembleias locais para discutir a situação da paralisação e definir estratégias para o movimento. As assembleias foram organizadas por servidores do Sind-Ute em Paraíso.
Conforme elucida a coordenadora da assembleia que aconteceu na Escola Estadual Benedito Ferreira Calafiori, Lilian Aparecida de Oliveira Gonçalves, a principal discussão na assembleia foi em relação a continuidade da greve e o que já foi conseguido com as paralisações até o momento. “Realizamos outra assembleia mais aberta a todas as escolas no Clóvis Salgado, onde colocamos o que foi discutido em assembleia geral em Belo Horizonte. Estamos nos mobilizando para levar esclarecimentos à população, com panfletagem em fábricas, nos ônibus universitários que viajam para cidades da região e iremos realizar panfletagem também no comércio; enfim, um trabalho bem amplo de conscientização”, conta. 
Em Minas a mobilização não tem apenas como foco a aprovação da PEC da Reforma, os servidores também lutam e fazem pressão para o cumprimento do Acordo do Piso, que prevê aplicação do reajuste de 7,64% nas 8 carreiras a partir de janeiro de 2017 e até momento, segundo lideranças sindicais, o governo não enviou o projeto de lei à ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), e deve três meses do reajuste do ano de 2016, progressões e promoções na carreira que não estariam sendo pagas, além do acordo feito com as SREs e Órgão Central para o encerramento da Greve de 2015, onde prevê recomposição da Carreira de Técnicos educacionais em 20% e dos Analistas Educacionais em 10% divididos em dois anos, prêmio de produtividade referente a 2013 e 2014 não pagos pelo governo Anastasia.
Na assembleia geral de terça-feira, a coordenadora geral do Sind-Ute, Beatriz Cerqueira, que deve estar em São Sebastião do Paraíso para encontro com a categoria na próxima semana, voltou a reafirmar o compromisso desta luta e da luta contra a aprovação da PEC da Reforma da Previdência.
“Minas Gerais continua de greve contra a PEC 287, essa é uma agenda nacional que faz parte de uma greve nacional da educação. E no Estado a luta também é para que o governo de Minas cumpra o acordo assinado com a categoria em 2015, que prevê reajuste progressivo para se chegar ao valor do piso salarial - e neste ainda não foi feito, além de questões relacionadas a carreira. Minas Gerias (servidores da educação) se levanta cada vez mais forte contra a reforma da previdência, com movimentações em centenas de municípios; essa é maior greve da história da rede estadual de educação e esta foi a nossa maior assembleia em dois anos, o que mostra uma forte mobilização para essas duas pautas”, completa a professora.

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