MELHOR CIDADE DE VIVER

Paraíso entre as melhores cidades para se viver após os 60 anos

Por: Roberto Nogueira | Editoria: cidades | 02/04/2017 | Visualizações: 585

Integrantes do programa Vida Ativa na Terceira Idade celebram longevidade com qualidade de vida em Paraíso - Foto de Divulgação

O Instituto de Longevidade (IDL) divulgou o resultado de uma pesquisa que aponta as melhores cidades do País para se viver depois dos 60 anos de idade. São Sebastião do Paraíso por suas características de município interiorano, seu clima e uma série de requisitos avaliados está inserida entre os municípios que faz bem às pessoas da terceira idade. O levantamento foi realizado em mais de 350 cidades consideradas de pequeno porte.
O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV é resultado da parceria entre o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP). Com este Índice, são reveladas as atuais condições de 498 cidades brasileiras, tendo em vista sua capacidade de atender às necessidades básicas de vida, destacadamente dos adultos mais idosos. A pesquisa avaliou itens como bem-estar, cuidados de saúde, cultura e engajamento, educação e trabalho, finanças, habitação, além de quase 60 indicadores gerais. Ao final, foram considerados três resultados para cada cidade. Entre eles estão melhor local para pessoas acima de 60 anos em geral, pessoas com idades entre 60 e 75 anos e pessoas com idade superior a 75.
Várias cidades do Sul de Minas foram enquadrados como pequenos municípios obtiveram alguma posição no ranking como é o caso de Alfenas, Guaxupé, Itajubá, Lavras, São Sebastião do Paraíso, Três Corações e Três Pontas. Os resultados identificam o grau de bem-estar oferecido por cada cidade aos adultos maiores de 60 anos. Em respeito a sua grande diversidade, esse grupo não foi tratado apenas como um todo homogêneo. Assim, chegou-se a três resultados para cada cidade, avaliando seu desempenho na atenção às necessidades de cada grupo pesquisado. 
O município paraisense ficou em 86º lugar no índice agregado com nota 69,92. Já em relação ao índice de 60-75 anos a nota foi de 75.94 e a 72ª posição, enquanto que os casos de pessoas com mais de 75 anos, a nota foi 68.34 e 89ª no ranking.
A temática das cidades é de grande importância para o propósito do Instituto de Longe-vidade Mongeral Aegon. Se os adultos mais velhos são em número cada vez maior, e habitam principalmente as cidades, mapear e entender o que influencia seu bem-estar nesses espaços é de fundamental importância para os organizadores da pesquisa. Este Índice colabora para a ampla disponibilidade de informações inteligíveis acerca da qualidade de vida dos 50+ nas cidades. Quanto maior for o bem-estar proporcionado, maiores serão as chances de participação.
Na pesquisa a cidade é apontada como  exemplo. São Sebastião do Paraíso está entre as cinco cidades de melhor desempenho em matéria de bem-estar. “Esse desempenho é devido especialmente à quantidade de idosos com acesso a serviços de planos privados de saúde”, aponta o documento. O número de matrículas no ensino superior, bem como a quantidade de escolas conectadas no programa de internet banda larga, colaboraram para a classificação fora do conjunto das 100 cidades de melhor desempenho em termos de Educação e trabalho. Boas terras para plantação de café e criação de gado de leite atraíram imigrantes italianos para a região na divisa com São Paulo, no século 19. A agropecuária ainda é o forte da economia, mas vem dividindo espaço com o setor de serviços, o comércio e a indústria. Com 69.057 habitantes, o município preserva tradições folclóricas, como Congadas e Moçambiques, manifestações típicas da cultura negra, com muita música, cores e religiosidade.
A cidade precisa melhorar em que pese o desempenho em Bem-estar, quando se trata de frequência de alcoolismo, hipertensão, acidentes peçonhentos, violência de tipos diversos, e mortes por cirrose hepática. Expectativa de vida em São Sebastião do Paraíso é um aspecto que se apresenta como merecedor de atenção por parte da gestão, já que a cidade não está entre as 200 cidades de maior expectativa de vida, entre as cidades pequenas.
A composição geral dos rankings da pesquisa é baseada em sete variáveis como os indicadores gerais, cuidados de saúde, bem-estar, finanças, habitação, educação e trabalho e cultura e engajamento. Cada variável é obtida conforme múltiplos indicadores individuais. Para obter todas as sete variáveis, partiu-se de uma estrutura que contemplou mais de 86 indicadores, para finalmente obter-se o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV com 65 indicadores.
Este Índice utiliza os dados publicamente disponíveis oriundos de fontes oficiais, preferencialmente. Assim, os dados foram coletados em fontes oficiais, como Agência Nacional de Saúde (ANS), Ancine, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IB GE), Ministério das Comunicações, Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Ministério da Fazenda, Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Tesouro Nacional; em instituições acreditadas como Fundação Getulio Vargas, Pnud; e demais instituições como Serviço Nacional do Comércio, Federação Brasileira de Golfe, e Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.

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