RISCO EPIDEMIA

Risco de Epidemia: população precisa estar atenta aos quintais, alerta Vigilância em Saúde

Em último levantamento do índice de infestação do mosquito da dengue, grande parte dos registros dos casos foi em residências

Por: João Oliveira | Editoria: saude | 03/08/2018 | Visualizações: 4611

Situação é de alerta tendo em vista que o alto índice de infestação está atrelado a propagação da doença caso venha a ocorrer - Foto de Reprodução

A Vigilância em Saúde em São Sebastião do Paraíso deve iniciar na próxima semana novo Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRA). O índice serve como termômetro para saber os riscos de epidemia da dengue e outras doenças transmitidas por este agente transmissor, bem como para medidas que podem ser adotadas para frear e combater a proliferação do mosquito. O último levantamento foi realizado em abril deste ano e apontou um índice de 10% em Paraíso, o que faz que com que o município possa vir a correr risco de surto da dengue.
Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, a LIRA indicou que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. O Ministério chegou a imitir um alerta para a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno, em todo o país. É o que vem realizando a Vigilância em Saúde no município, que destaca que a maioria dos focos, quase em sua totalidade, está nos quintais das residências.
As chuvas recentes é um fator preocupante e que pode colaborar para o agravo desse índice, porém, a coordenadora da Vigilância em Saúde, Daniela Cortez, destaca que elas estão fora de época e que o alerta realmente começa entre outubro e novembro, período que coincide com a época de mais chuvas na região. "É um período que tem mais chuvas. O levantamento de índice será realizado na primeira semana de agosto, entre dia 6 e 10, com dados atualizados. O último índice apontou levantamento apontou 10% de infestação, ou seja, a cada 100 casas, 10 tinha o agente transmissor, o ideal é que seja abaixo de 1%", destaca a coordenadora.
A coordenadora ressalta que este número é muito preocupante porque indica que a população está  esquecendo da dengue porque não têm sido registrados casos no município. Neste ano, apenas cinco casos da doença foram confirmados. "A população, por não ter essa preocupação, tem deixado aquela sujeira no quintal que vai acumulando água. O mosquito tem muito, porém não temos tido casos da doença, mas a infestação está entre as mais altas da região e se acontecer de começar a ter a doença o risco é de surto", alerta a coordenadora.
Cortez ressalta que felizmente Paraíso não tem tido o vírus da doença circulando no município, mas que a situação é de alerta tendo em vista que o alto índice de infestação está atrelado a propagação da doença caso venha a ocorrer. Ela destaca que de 2017 para cá, começou a cair o número de casos confirmados da doença, mas que esta foi uma realidade nacional. As demais doenças, como zika e chikungunya, não chegaram a ser registradas no município, apesar de ter sido registrado um caso de zika na região.

 

AÇÕES
Conforme a coordenadora da Vigilância em Saúde, como estratégia para combater os focos do mosquito foi alterado o horário dos agentes epidemiológicos para que eles fiquem mais tempo em campo, especialmente em horário de almoço, para poder conseguir entrar em todas as casas. "Também temos feito todos os mutirões de limpeza e trabalhos educacionais para tentar conscientizar a população da importância se manter seus quintais limpos, porque esta é a única forma de acabar com a dengue", completa Daniela Cortez. 

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