POLE POSITION

Copo meio cheio, meio vazio

Por: Sérgio Magalhães | Editoria: esporte | 02/04/2017 | Visualizações: 223

Próximas etapas vão mostrar se a nova Fórmula 1 será mais interessante ou uma procissão de carros - Foto de Divulgação / McLaren

A Ferrari deu o pulo do gato no erro de estratégia da Mercedes que antecipou a parada de Hamilton, e venceu o GP da Austrália. A escuderia italiana não vencia uma prova de abertura do Mundial desde 2010, com Alonso. Vettel volta a liderar pela primeira vez o campeonato desde 2013 quando ainda estava na Red Bull, e a Ferrari lidera a tabela de pontos do Mundial de Construtores pela primeira vez desde o GP do Japão de 2012 – o time também não ganhava uma corrida desde 2015, em Cingapura.
Dados significativos que mostra o quanto a equipe andou fora dos trilhos nos últimos anos, principalmente depois que a Mercedes passou a dominar a Fórmula 1desde 2014 quando só ela deu as cartas. 
A nova Fórmula 1 com carros e pneus mais largos, motores mais potentes e maior pressão aerodinâmica trouxe um novo conceito para a categoria. Mesmo pela TV deu para sentir o quanto esses carros agora estão mais rápidos no contorno de curvas, mas o GP da Austrália confirmou as previsões, de que será mais difícil de ultrapassar – foram apenas 5 contra 37 no ano passado.
Por outro lado as disputas ficaram menos artificiais onde a maioria das ultrapassagens dos últimos anos eram resultados da degradação elevada dos pneus e do auxílio da asa traseira móvel. Este último continua sendo utilizado e já se fala em aumentar a zona do DRS – distância na pista em que os carros que estejam menos de 1s atrás podem abrir a asa móvel para tentar ultrapassar o da frente –, mas mesmo assim não torna a vida dos pilotos mais fácil porque o ar turbulento vindo do carro da frente faz com que o de trás perca sustentação aerodinâmica, o que deixa o carro desequilibrado. Daí a dificuldade de se ultrapassar. 
Esteban Ocon, da Force India, passou mais da metade do GP da Austrália atrás de Fernando Alonso, mesmo sendo mais rápido e só ultrapassou o espanhol quando a McLaren apresentou problemas de suspensão.
Essa nova Fórmula 1 será daqui pra frente mais veloz e estratégica, que exige muito mais da capacidade dos pilotos do que antes, quando mais parecia um joguinho de videogame onde o piloto podia ultrapassar o adversário sem fazer muito esforço. Mas tudo tem um preço, como uma corrida pouco movimentada como foi o GP da Austrália. Embora seja racional esperar as próximas provas para se ter uma ideia exata de como será o campeonato – o Circuito de Albert Park por suas características já é uma pista difícil de ultrapassar – a corrida do último domingo deixou no ar uma sensação de copo meio cheio e meio vazio entre o que era a Fórmula 1 de dez anos atrás quando os campeonatos eram muito disputados, mas as corridas não empolgavam ninguém, e a dos pneus de alta degradação usados até o ano passado quando as disputas por títulos causavam menos frisson, mas as corridas eram um festival de ultrapassagens.


STOCK CAR
O final de semana marca o início da 38ª temporada da Stock Car, principal categoria do automobilismo brasileiro que está cheia de novidades, novo regulamento e muitas mudanças de pilotos e equipes. Serão 12 etapas – dez no formato de rodada dupla – num total de 22 provas, todas agora com 40 minutos de duração mais uma volta e com pit stop obrigatório em ambas. A pontuação também mudou e o vencedor da primeira bateria recebe 30 pontos, dez a mais que o da segunda. O treino de classificação passa a ser disputado em formato semelhante ao da Fórmula 1, com o Q1, Q2 e Q3. A diferença fica na parte final quando os seis melhores terão uma única volta rápida com um piloto de cada vez na pista disputando a pole. Todos os carros terão a bolha do Chevrolet Cruze – até o ano passado eram Chevrolet e Peugeot – o que deve equilibrar ainda mais a disputa. Treze equipes e 30 pilotos formam o grid da rodada dupla de Goiânia com largada amanhã, às 13h, ao vivo no SporTV.

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